- 26/01/2026
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Médica denuncia cantor João Lima por violência doméstica e expõe ciclo de abuso em João Pessoa
A médica e influenciadora digital Rafaela Brilhante rompeu o silêncio e revelou à TV Cabo Branco os bastidores de um relacionamento marcado por violência física, psicológica e controle obsessivo com o cantor paraibano João Lima, de 30 anos. As imagens e áudios divulgados mostram marcas no corpo da vítima, além de relatos que expõem a escalada de um vínculo abusivo ao longo de cerca de três anos.
Em depoimento emocionado, Rafaela aparece com o braço imobilizado e descreve as sequelas físicas e emocionais deixadas pelas agressões. Segundo ela, os primeiros sinais de comportamento controlador surgiram ainda no namoro — o que inicialmente interpretava como ciúme transformou-se em vigilância constante. “Eu não podia ir sozinha para a academia, tinha que avisar a hora que saía, quando chegava, quanto tempo ficava. Se demorasse, ele brigava e dizia que era o defeito dele”, contou.
As agressões físicas, segundo a vítima, começaram logo após o casamento, realizado em novembro de 2025. Ainda na lua de mel, ela foi brutalmente atacada. “Cinco dias depois de casar, ele já me bateu. Eu gritava por socorro, mas ninguém ouviu”, relatou. Com o passar dos meses, os episódios se tornaram mais frequentes e intensos. Em áudios vazados, Rafaela afirma ter temido pela própria vida: “Ele disse que ia me matar. Eu estava com medo de morrer”.
As imagens que vieram a público foram gravadas em 18 de janeiro por uma câmera instalada no apartamento dos pais dela, em Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa. Na ocasião, Rafaela já buscava se afastar do agressor e contava com o apoio familiar. A mãe da vítima, visivelmente abalada, descreveu o impacto das cenas: “Eu não consigo assistir. Ver minha filha sendo agredida, arrastada, enforcada, é algo que não dá para descrever”.
Após o episódio, a médica registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e solicitou medidas protetivas de urgência. Diante da gravidade das provas, o Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba decretou, no domingo (25), a prisão preventiva de João Lima. A decisão ressalta que a medida visa preservar a integridade da vítima e impedir a repetição de crimes enquanto as investigações seguem em curso.
Mãe de uma menina de 4 anos, Rafaela afirmou que decidiu romper o ciclo de violência ao perceber que corria risco real de morte. “Eu não posso morrer. Minha filha precisa de mim”, declarou com firmeza.
A Polícia Civil informou que o caso continua sob investigação, com novas diligências em andamento. Até a última atualização desta reportagem, João Lima não havia se manifestado publicamente sobre as acusações.
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