• 12/07/2026
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Argentina tropeça, mas sobrevive: Scaloneta vence Suíça na prorrogação e encara Inglaterra nas semis

Argentina tropeça, mas sobrevive: Scaloneta vence Suíça na prorrogação e encara Inglaterra nas semis

A Argentina de Lionel Scaloni provou, mais uma vez, que é um time difícil de ser enterrado. Diante da Suíça, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, os sul-americanos sofreram, suaram a camisa e precisaram da prorrogação para garantir a vaga nas semifinais com uma vitória por 3 a 1. Se a classificação mantém o sonho do bicampeonato vivo, o desempenho deixou alertas vermelhos ligados: o cansaço acumulado é evidente e a equipe parece estar no limite físico e técnico.

Não foi uma exibição de gala. Muito pelo contrário. A “Scaloneta”, conhecida pela posse de bola e troca de passes precisa, abriu mão do protagonismo no primeiro tempo. Após sair na frente cedo, com cabeçada de Mac Allister após cobrança de escanteio de Messi, a Argentina recuou. A estratégia parecia ser “cozinhar” o jogo, deixar a Suíça ter a bola e apostar em contra-ataques ou bolas longas. Funcionou parcialmente, mas expôs a fragilidade defensiva quando os europeus pressionaram.

O segundo tempo trouxe o drama esperado. A Suíça empatou com Ndoye, aproveitando a pressão constante sobre a saída de bola argentina. O jogo mudou de figura — literalmente — quando Breel Embolo foi expulso após revisão do VAR, deixando os suíços com um homem a menos. Mesmo em superioridade numérica, a Argentina não conseguiu furar o bloqueio adversário nos 90 minutos. Faltava criatividade, faltava perna, sobrava apenas a raça.

Foi na prorrogação que a profundidade do elenco fez a diferença. As entradas de Nico González e, principalmente, de Flaco López (Palmeiras) injetaram novo fôlego. Aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação, López tabelou com Julián Álvarez, que finalizou com categoria para fazer 2 a 1. O gol de alívio abriu espaço para que a Argentina administrasse o resultado e buscasse o terceiro, selando a classificação.

Agora, o desafio muda de patamar. Nas semifinais, em Atlanta, a Argentina enfrenta a Inglaterra. Será um duelo de gigantes, onde a resiliência mostrada contra a Suíça será testada ao extremo. A pergunta que fica no ar não é se a Argentina sabe sofrer — isso ela já provou que sabe —, mas se ainda tem combustível no tanque para enfrentar seleções de elite como ingleses, franceses ou espanhóis. Sobreviver não basta mais; será preciso jogar melhor.

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