- 31/07/2026
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Decisão do STF sobre Lulinha mobiliza o PT por discurso unificado e defesa da autonomia da PF
A cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) e da campanha do presidente Lula entrou em estado de atenção após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar, nesta quinta-feira (30), a instauração de um inquérito da Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A investigação terá como foco apurar alegações de corrupção e tráfico de influência vinculadas a empreendimentos de cannabis medicinal e supostos vínculos com o Ministério da Saúde.
O timing da decisão acendeu um sinal de alerta dentro do partido, justamente devido ao calendário eleitoral, com o pleito de outubro se aproximando rapidamente. Estrategistas petistas temem que o episódio seja instrumentalizado por adversários para gerar desgaste à imagem do presidente. No entanto, a base aliada reforça que, apesar das investigações anteriores que envolveram o filho do mandatário, nenhuma delas culminou em condenação judicial definitiva.
Para blindar a campanha, a orientação interna é de alinhamento total com a narrativa já adotada publicamente por Lula: respeito irrestrito à autonomia da Polícia Federal e o compromisso de que, se houver qualquer irregularidade comprovada, Lulinha responderá legalmente pelos seus atos, sem qualquer tipo de blindagem política.
Em participação no podcast “Inteligência Ltda.”, também nesta quinta-feira (30), o presidente foi enfático ao declarar que não usará sua prerrogativa constitucional para proteger familiares. “Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu [fui]. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou Lula. Ele complementou garantindo que não haverá interferência no processo e que, se for necessário prestar depoimento ou ser julgado, seu filho se apresentará às autoridades, sem tentativas de ocultação.
