- 16/08/2026
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Disparidade Patrimonial: Candidatos ao Planalto Declaram Bens de R$ 33 Mil a R$ 242 Milhões
A corrida presidencial de 2026 expõe, com clareza cristalina, o profundo fosso socioeconômico que separa os postulantes à cadeira mais poderosa do país. Segundo dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o patrimônio dos candidatos varia de forma vertiginosa, indo de R$ 33 mil a impressionantes R$ 242 milhões. Augusto Cury (Avante) lidera o ranking com folga, informando possuir uma carteira robusta composta por investimentos, imóveis e aplicações financeiras. Logo atrás, Romeu Zema (Novo) aparece na segunda colocação com R$ 178 milhões; o ex-governador de Minas Gerais detalhou ter R$ 56 milhões em fundos — incluindo ações e startups — além de R$ 16 milhões em participações societárias no setor financeiro.
O “clube dos milionários” ainda conta com nomes de peso do agronegócio e da política tradicional. Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, declarou R$ 52,5 milhões, sendo a maior fatia (R$ 36 milhões) em imóveis rurais e outros R$ 10 milhões em rebanho, refletindo sua base econômica ligada ao campo. Wilson Grassi (Democrata), veterinário de formação, surge na quarta posição com R$ 50 milhões, montante integralmente atrelado a bens imobiliários e direitos sobre propriedades financiadas. Já Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato, registrou R$ 8,2 milhões, valor impulsionado por um imóvel de R$ 6,2 milhões no Lago Sul, em Brasília. O dado chama atenção pela evolução patrimonial: em 2018, ao ser eleito para o Senado, ele havia declarado apenas R$ 1,7 milhão à Justiça Eleitoral.
Na outra ponta da tabela, a realidade é bem mais modesta e, em alguns casos, marcada por retração ou simplicidade extrema. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca o quarto mandato, viu seu patrimônio encolher de R$ 7,4 milhões em 2022 para R$ 4,8 milhões neste ciclo. A redução deve-se, principalmente, à desvalorização ou resgate parcial de seu plano de previdência privada VGBL, que caiu de R$ 5,6 milhões para R$ 3,3 milhões. Clariana Barão (DC) declarou R$ 1,8 milhão em imóveis, enquanto Renan Santos (Missão) — apesar da ascensão nas pesquisas — informou possuir R$ 795 mil em créditos, poupança e bens ligados à atividade autônoma. Edmilson Costa (PCB) registrou R$ 454 mil, divididos entre meio apartamento e previdência privada. Na base da pirâmide, Samara Martins (UP) declarou o menor valor entre todos os concorrentes: R$ 33 mil, compostos majoritariamente por um veículo e saldo em poupança. Vale notar que Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) não informaram bens ao TSE.
