- 22/08/2026
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Datafolha: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 33%; Ronaldo Caiado, 5%; Renan Santos, 4%; Zema, 3%; Augusto Cury, 2%
A corrida eleitoral para o Palácio do Planalto começa com o presidente Lula (PT) à frente nas intenções de voto. Segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (21) pelo Datafolha, o atual mandatário soma 39% das preferências no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 33%. A diferença de seis pontos percentuais está fora da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos para mais ou para menos. Este é o primeiro cenário oficial após o início da campanha eleitoral.
Na sequência dos demais postulantes, Ronaldo Caiado (PSD) registra 5%, Renan Santos (Missão) tem 4% e Romeu Zema (Novo) aparece com 3%. O escritor Augusto Cury (Avante) soma 2%, seguido por Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Edmilson Costa (PCB), todos com 1%. Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Votos brancos, nulos ou “nenhum” somam 6%, e 4% dos eleitores permanecem indecisos.
Cenário com Pablo Marçal e disputa no segundo turno
O Datafolha também testou um cenário incluindo Pablo Marçal (PRTB), cuja elegibilidade ainda depende de julgamento definitivo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a presença do influenciador digital, Lula mantém os 39%, Flávio Bolsonaro cai ligeiramente para 32% e Marçal aparece com 2%. Os demais candidatos mantêm percentuais similares ao cenário sem sua participação.
Em todas as quatro simulações de segundo turno realizadas pelo instituto, Lula vence seus adversários. Contra Flávio Bolsonaro, o petista teria 47% contra 43% do bolsonarista. Em confrontos contra Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, Lula oscila entre 47% e 48%, mantendo vantagem consistente em todos os cenários projetados.
Rejeição elevada e governo dividido
Os índices de rejeição revelam um eleitorado polarizado. Flávio Bolsonaro apresenta o maior índice negativo, com 46% dos entrevistados afirmando que não votariam nele “de jeito nenhum”. Lula aparece logo atrás, com 45% de rejeição. Pablo Marçal tem 22% de rejeição, enquanto Romeu Zema (16%), Renan Santos (14%) e Ronaldo Caiado (14%) registram patamares intermediários. Apenas 2% dos eleitores afirmam que votariam em qualquer candidato.
A avaliação do governo federal reflete essa divisão. Metade dos brasileiros (50%) desaprova a gestão Lula, enquanto 47% aprovam. Quando questionados sobre a qualidade do governo, 41% classificam como ruim ou péssimo, 33% como ótimo ou bom e 25% como regular.
Decisão do voto e pesquisa espontânea
A solidez do eleitorado dos principais candidatos é notável. Entre os apoiadores de Lula, 82% dizem estar totalmente decididos, contra 18% que podem mudar o voto. No campo de Flávio Bolsonaro, 78% estão decididos e 21% são flexíveis. Já entre os eleitores de Romeu Zema, apenas 29% estão convictos, sendo que 69% ainda podem alterar sua preferência — um indicativo de volatilidade nesse segmento.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Lula lidera com 32%, seguido por Flávio Bolsonaro com 19%. Jair Bolsonaro aparece com 3% de menção espontânea. Neste cenário, o índice de indecisão sobe para 32%, demonstrando que parte do eleitorado ainda precisa de estímulos visuais ou nominais para definir sua escolha presidencial.
A pesquisa ouviu 2.058 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-04496/2026.
