- 02/09/2026
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Augusto Cury propõe impeachment de ministros do STF e defende mandato fixo de 8 anos na Corte
O candidato à Presidência da República pelo partido Avante, Augusto Cury, defendeu nesta quarta-feira (2) a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em casos de comprovadas “infrações sérias”. A declaração foi feita durante uma visita à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), em Belo Horizonte, onde o psiquiatra e escritor apresentou suas propostas para o sistema de Justiça brasileiro.
Sem citar nominalmente nenhum ministro, Cury enfatizou que a conduta dos magistrados deve ser rigorosamente fiscalizada. “Se tiver comprovado, se cometeu infração séria, tem que ter renúncia, claro. Tem que haver impeachment”, afirmou o candidato [[1]]. Para ele, medidas isoladas não resolvem os problemas estruturais do Poder Judiciário: “Não adianta só reformas pontuais. Nós precisamos fazer reformas nos fundamentos da Justiça” [[1]].
Uma das principais mudanças sugeridas por Cury para o Supremo é a implementação de mandatos fixos de 8 anos para os ministros. Atualmente, os integrantes da Corte ocupam cargos vitalícios, permanecendo no tribunal até atingirem a idade compulsória de aposentadoria, aos 75 anos. A proposta visa reduzir a perpetuidade no poder e aumentar a rotatividade e a responsabilidade entre os membros da mais alta corte do país.
Além das reformas no Judiciário, Cury aproveitou a ocasião para detalhar sua visão sobre a reforma política. O candidato se posicionou contra a adoção do parlamentarismo no Brasil, modelo em que um primeiro-ministro assumiria a gestão executiva do país. Ele também criticou a reeleição de detentores de cargos públicos, defendendo que todos os servidores eletivos atuem com prazos determinados, reforçando a ideia de que exercem um serviço temporário financiado pelos contribuintes.
As propostas de Cury chegam em um momento de intenso debate sobre o equilíbrio entre os Poderes e a independência do Judiciário no cenário político nacional. A sugestão de limitar o tempo de permanência dos ministros do STF e criar mecanismos de responsabilização mais rígidos tende a reacender discussões sobre autonomia judicial versus controle democrático.
