- 05/09/2026
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Augusto Cury elege Lula como adversário no 2º turno e propõe fim da reeleição em visita a SP
Durante agenda de campanha em São José do Rio Preto (SP), nesta sexta-feira (4), o candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, declarou que já considera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como seu provável adversário em um eventual segundo turno. Atualmente terceiro colocado nas pesquisas, Cury demonstrou otimismo com sua trajetória eleitoral e afirmou haver margem para crescimento nos índices de intenção de voto. “Há margem para subir mais nas pesquisas nessa eleição. Eu já elegi meu adversário no segundo turno: Lula da Silva”, disse aos jornalistas após participar de evento do LIDE e visitar a Faculdade de Medicina (Famerp).
Cury aproveitou a ocasião para criticar a possibilidade de reeleição consecutiva, defendendo que Lula deveria se retirar da vida pública após o mandato atual. O candidato anunciou que, caso eleito, proporá o fim da reeleição para cargos do Executivo, argumentando que funções públicas não podem ser tratadas como patrimônio familiar. “Um cargo não pertence a um homem, nem à família Bolsonaro, nem à família Lula da Silva. Todo cargo público pertence ao contribuinte, ele é o patrão”, enfatizou. Para Cury, o presidente é um funcionário contratado por tempo determinado pela sociedade, e a perpetuação no poder fere esse princípio democrático.
Na área econômica, o presidenciável apresentou proposta de reestruturação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ideia é dividir a instituição em duas frentes distintas: uma voltada para grandes corporações e outra exclusiva para pequenas e microempresas. Cury prometeu financiar mais de 10 milhões de microempreendedores em oito a dez anos, incluindo ações específicas em comunidades e escolas públicas. “Precisamos preparar a nação brasileira para ser a mais empreendedora do planeta”, afirmou. Sobre o cenário político nacional, classificou a polarização atual como “tóxica” e defendeu a divergência como essência da democracia, alertando que a unanimidade de pensamento é característica apenas de ditaduras.
