- 25/09/2026
- Sem Comentário
- 4 Minutos de Leitura
Rayan salva o Brasil nos acréscimos e Seleção de Ancelotti empata com a Austrália em estreia irregular no ciclo 2030
O início do ciclo para a Copa do Mundo de 2030 não poderia ter sido mais tenso para a nova Seleção Brasileira comandada por Carlo Ancelotti. Nesta sexta-feira (25), em amistoso disputado no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, o time renovado do técnico italiano empatou por 1 a 1 com a Austrália, 25ª colocada no ranking da FIFA. O empate só foi garantido graças a uma cabeçada certeira de Rayan, jogador do Bournemouth, que marcou literalmente no último suspiro da partida.
A atuação brasileira foi bastante irregular. O time começou mal, errando passes simples e sendo dominado pelos australianos nos primeiros 20 minutos, período descrito como “tenebroso” pela reportagem. O péssimo estado do gramado também foi um fator complicador para o toque de bola e a dinâmica tática desejada por Ancelotti.
Gol anulado e erro defensivo
A torcida brasileira chegou a comemorar aos 45 minutos do primeiro tempo, quando Estêvão tabelou com Endrick e finalizou com categoria. No entanto, a alegria durou pouco: após revisão do VAR, o árbitro japonês Ryo Tanimoto anulou o gol devido a uma falta de Bruno Guimarães sobre o zagueiro Souttar na origem da jogada.
Na etapa complementar, a Austrália abriu o placar aos 23 minutos. O atacante Irankunda cobrou uma falta perfeita, no estilo “folha seca”, que enganou o goleiro Hugo Souza, que nem sequer pulou para tentar a defesa. A ironia é que o gol australiano saiu num momento em que o Brasil melhorava em campo, após as entradas de Pedro e Samuel Lino, ambos do Flamengo, nos lugares de Vinicius Jr. e Endrick.
Desempenho individual abaixo da crítica
Além da coletiva fraca, alguns destaques individuais decepcionaram. Vinicius Jr. errou praticamente todas as tentativas de drible e finalização, enquanto Endrick participou pouco das jogadas ofensivas. Raphinha, que atuou até o fim, teve uma chance clara aos 17 minutos do segundo tempo, mas chutou cruzado para fora.
Ancelotti promoveu a estreia de vários nomes, como os laterais Matheuzinho e Mauro Júnior, mas o treinador admitiu indiretamente, através das substituições tardias, que precisava de mais ritmo e intensidade. A entrada de Douglas Luiz no lugar de Bruno Guimarães e a aposta na dupla flamenguista foram tentativas de reagir, mas a defesa continuou vulnerável até o gol sofrido.
O “salvador” da pátria
Foi nos minutos finais, com a entrada de Rayan na ponta, que o Brasil encontrou o alívio. Já nos acréscimos, em uma cobrança de escanteio, o ex-vascaíno subiu mais alto que a zaga adversária e testou forte para empatar o jogo. O gol trouxe um certo otimismo para o fim de uma partida que poderia ter terminado em derrota.
O ciclo continua agora com outro amistoso contra a Austrália, marcado para a próxima terça-feira (29), novamente em solo oceânico. Ancelotti terá poucos dias para corrigir os erros de posicionamento e melhorar a entrosamento do grupo antes do próximo desafio.
