- 05/10/2026
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Flávio Bolsonaro vence o 1º turno e supera marca do pai; Lula domina no Nordeste, mas não segura a liderança nacional
O senador Flávio Bolsonaro (PL) venceu o primeiro turno das Eleições Presidenciais de 2026, encerrando a apuração com 56,1 milhões de votos (47,03%), à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que totalizou 53,8 milhões (45,16%). A diferença de 2,2 milhões de votos garante ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro uma posição privilegiada para a reta final, caso haja segundo turno, ou até mesmo a possibilidade de vitória direta, dependendo do percentual de votos válidos.
Com o resultado, Flávio superou a votação obtida pelo próprio pai no primeiro turno de 2022, quando Jair Bolsonaro teve 51 milhões de votos. A campanha de 2026 demonstrou uma clara polarização regional: enquanto Lula consolidou sua base histórica no Nordeste, Flávio explorou com sucesso o peso eleitoral dos grandes colégios do Sudeste e a força conservadora no Sul.
O “cordão de isolamento” quebrado no Nordeste
Lula manteve sua hegemonia na região Nordeste, vencendo em todos os nove estados. A vantagem petista na região foi expressiva, acumulando um saldo positivo de 11 milhões de votos. Os maiores destaques foram a Bahia, com mais de 3,2 milhões de votos de diferença, e Pernambuco e Ceará, ambos com saldos superiores a 1,8 milhão.
No entanto, essa larga vantagem nordestina não foi suficiente para compensar o desempenho avassalador de Flávio Bolsonaro nas regiões mais populosas do país. O candidato do PL conseguiu construir um saldo de 13 milhões de votos a mais que Lula fora do Nordeste, invertendo a lógica da disputa nacional.
Sudeste e Sul decidem a eleição
A chave da vitória de Flávio no primeiro turno esteve em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e nos estados do Sul. Somente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil, o senador abriu uma vantagem de 3,4 milhões de votos sobre Lula. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais, as diferenças também foram significativas, ajudando a anular rapidamente os ganhos petistas no Norte e Nordeste.
No Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, Flávio ampliou sua margem em mais de 1,8 milhão de votos. Juntos, os estados do Sudeste representam mais de 40% do eleitorado brasileiro, e o domínio bolsonarista nessas áreas provou ser decisivo.
Enquanto a campanha de Lula apostou na defesa das políticas sociais e na aliança com governadores do Nordeste, Flávio focou em pautas conservadoras e na crítica à gestão federal, conquistando eleitores de classe média e do agronegócio no Centro-Sul. Agora, com a vantagem numérica inicial, o senador entra na próxima fase da campanha com a moral elevada, buscando converter seu eleitorado fiel em uma maioria absoluta nas urnas.
