• 08/01/2026
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Barraqueiros de Porto de Galinhas se reúnem com Procon após agressão a turistas

Barraqueiros de Porto de Galinhas se reúnem com Procon após agressão a turistas

Na última quarta-feira (7), representantes da Associação de Barraqueiros de Porto de Galinhas participaram de uma reunião na sede do Procon Pernambuco, no Recife, em resposta ao episódio de violência contra um casal de turistas ocorrido em 27 de dezembro. O encontro contou ainda com a presença da Prefeitura de Ipojuca e do Procon municipal, com o objetivo de elaborar um documento de compromisso que padronize condutas entre todos os prestadores de serviços turísticos da região.

O caso que motivou a reunião envolveu um casal de Mato Grosso que relatou ter sido agredido fisicamente após se recusar a pagar R$ 80 por aluguel de cadeiras e guarda-sol — valor superior aos R$ 50 inicialmente combinados. Em vídeo divulgado nas redes sociais, as vítimas exibiram ferimentos e classificaram o episódio como “massacre”, afirmando terem sido atacadas por até 15 pessoas sem intervenção imediata das autoridades locais.

Apesar da versão dos barraqueiros — que negam homofobia e afirmam que o próprio casal iniciou a confusão ao se recusar a pagar pelo serviço em local público —, o episódio gerou forte repercussão e levantou debates sobre práticas abusivas nas praias pernambucanas, como cobrança de consumação mínima, multas por não consumir e venda casada.

Em resposta, a Prefeitura de Ipojuca já havia publicado, em 30 de dezembro, o Decreto nº 149/2025, que proíbe expressamente essas práticas. O texto prevê sanções administrativas, incluindo a cassação da autorização de funcionamento de barracas que descumprirem as normas.

Durante a reunião, o secretário executivo de Justiça e Promoção dos Direitos do Consumidor, Anselmo Araújo, destacou que o novo documento será aplicável a todos os agentes do setor turístico, não apenas aos barraqueiros. “Queremos garantir que o turista tenha seus direitos respeitados — não só como consumidor, mas como cidadão. E que volte a Pernambuco com segurança e tranquilidade”, afirmou.

Como medida imediata, a barraca envolvida teve suas atividades suspensas por sete dias, e os funcionários identificados como participantes da agressão foram afastados preventivamente. Até o momento, 14 pessoas foram identificadas pelas autoridades, e ao menos uma já foi indiciada. A governadora Raquel Lyra reforçou o compromisso do Estado com a responsabilização criminal dos envolvidos.

“O que aconteceu é inadmissível. Um destino turístico só é bom para visitar quando é bom para viver”, declarou a governadora, ressaltando a importância de manter Porto de Galinhas como referência de acolhimento e segurança.

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