• 17/06/2022
  • Sem Comentário
  • 6 Minutos de Leitura

Bolsonaro, Lula e membros do STF-TSE têm de ver ‘Entre Lobos’ para saber como o crime sabota o Brasil

Bolsonaro, Lula e membros do STF-TSE têm de ver ‘Entre Lobos’ para saber como o crime sabota o Brasil

Infelizmente, os espectros maléficos do crime e da insegurança (com violência, medo, terror e mortes) rondam o Brasil. Felizmente, os benéficos espíritos do progresso econômico também começam a exorcizar os fantasmas criminosos. O entrechoque entre as poderosas forças do bem versus mal, no mundo real, começa a provocar mudanças (r)evolucionárias. A maioria das pessoas tem condições objetivas de constatar que a liberdade (com legalidade, legitimidade e responsabilidade) é incompatível com o movimento criminoso (ideológico ou não) que tenta promover o controle individual e social. Ou seja, o regime do crime institucionalizado não combina com o Estado de Direito. Cleptocracia (ditadura da corrupção) inviabiliza a democracia.

Quem quiser uma imagem concreta, nua e crua dessa realidade deve assistir ao documentário “Entre Lobos”. Estreia dia 20 de junho na plataforma Brasil Paralelo. Dirigido por Silvio Medeiros, com roteiro de Elton Mesquita e Renato Caruso, o primeiro episódio do longa-metragem vai muito além da mera abordagem sobre a criminalidade fora de controle no Brasil. Um dos méritos é escancarar o impacto social, político e econômico do crime no país, com base em fatos, principalmente num clipping de reportagens televisivas. Um dos trechos do filme é autoexplicativo e expõe uma das maiores falhas estruturais do Estado e da sociedade brasileira: “A segurança pública do Brasil está em frangalhos. O prejuízo é imenso, contabilizado em milhões de dólares e milhares de vidas perdidas para sempre”. Em síntese: a conta tem sido paga cruelmente, com sangue e manutenção do atraso social, cultural, político e econômico. Por isso, a obra deveria ser assistida e debatida por Jair Bolsonaro, Lula da Silva, todos os políticos e membros do Judiciário, especialmente do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.

O episódio I de “Entre Lobos” mostra uma sociedade oprimida por uma ilegal e ilegítima “ditadura” do crime. Somos (nós) os “cordeiros”? Por que sobrevivemos cercados por predadores criminosos? Ou por que não conseguimos reagir? A sequência de acontecimentos documentais confirma que estamos diante (ou no meio) de uma espécie de nazicomunofascismo criminoso. A produção não é tão explícita nessa conceituação política-ideológica. Até porque não entra no fato histórico de que as principais corporações (ops, facções) criminosas brasileiras são oriundas de revolucionários que praticaram o “Manual do Guerrilheiro Urbano” (de Carlos Marighella), nas décadas de 1960/70. No entanto, uma convicção (que não é uma prisão) fica explícita. Atentando contra a ordem, o progresso (e o amor), tamanha banalização criminosa causa indignação e revolta. A dúvida que fica é: isso pode gerar uma reação civilizada? Ou vai produzir ainda mais medo e terror (que podem produzir passividade e noção de impotência).

A parada é sinistra. O crime organizado (ou institucionalizado) é uma atividade dirigida pela mentalidade rentista (ganho fácil no curto prazo, sem maiores preocupações produtivas). Sem uma aliança com o Estado, o crime não se organiza! Por isso, responda, se puder (ou tiver coragem): quem financia, de verdade, o sistema do crime institucionalizado? Quem movimenta, de modo tão profissional, a dinheirama que as diversas atividades criminosas movimentam no Brasil e pelo mundo afora? Quem controla e lucra, de verdade, com a ação institucionalizada do crime, sobretudo com a corrupção e os variados tráficos (de drogas, armas, gente, órgãos e produtos)? Quem forma o braço financeiro das supermáfias? Quem comanda realmente o narconegócio? Quem escraviza o marginal pobre da favela? Quem investe na insegurança e no terrorismo psicológico para lucrar alto com a “indústria da pretensa segurança”? Quantas e quais são as atividades criminosas que têm aparência “legal”, legitimadas pelo abuso de poder estatal?

Enquanto se depara com a criminalidade descontrolada, o Brasil vive um momento ímpar da história, superando impactos negativos da pandemia, da inflação global e local, da ruptura das cadeias produtivas e do aumento dos preços da comida e da energia em função da guerra na Ucrânia. O ministro da Economia, Paulo Guedes, descreveu a conjuntura favorável ao país: “O Brasil é a maior fronteira de investimentos abertos no mundo. A reforma dos marcos regulatórios nos permitiu ampliar o que já estava acontecendo naturalmente, uma retomada gradual do investimento privado virou uma avalanche — R$ 800 bilhões. Nunca tivemos um compromisso dessa magnitude nos próximos anos e isso garante o crescimento da economia brasileira”.

A novidade é que a prosperidade só será viável e sustentável se houver sabedoria estratégica e muita vontade política para promover o crescimento e o desenvolvimento, assegurando a liberdade e a ordem pública (garantidora da vida). Eis o motivo pelo qual o presidente jair Bolsonaro tem jogado pesado contra o “narconegócio” e seus tentáculos — inclusive, e principalmente, a “juristocracia” que perdoa notórios bandidos, solta perigosos traficantes e ainda atrapalha o combate policial à bandidagem cada vez mais organizada. Bolsonaro sabe que dois fatores serão decisivos para o resultado da eleição 2022: segurança pública (na verdade, o caos da insegurança ameaçando a vida das pessoas) e economia (a percepção concreta e a perspectiva real de melhora das condições econômicas do indivíduo, da família, da sociedade e do país).

Resumindo: o descontrole social, pela hegemonia ilegítima da organização criminosa, é incompatível com a plena evolução dos fatores econômicos. Assim, torna-se uma prioridade política e econômica combater, neutralizar e superar a cleptocracia (governança institucionalizada do Crime), para que uma etapa mais civilizada e menos conflituosa do capitalismo seja possível. Eis o urgente desafio brasileiro: “matar” o crime e vivificar o progresso. Os 50 anos em 4 de Jair Bolsonaro são o início do processo de mudança. O país é o lugar para estar agora. Onde tudo começa e vai acontecer. Só precisa vencer a cleptocracia e seu mecanismo. Enquanto permanecermos “entre lobos”, vamos fracassar, ser escravizados ou, pior ainda, acabar mortos. Você quer isso? Eu, não! Então, não ajude a eleger criminosos. Já ajuda bastante!

Jovem Pan

PBPE Podcast

ASSUNTOS RELACIONADOS

Bolsonaro e a possibilidade de refúgio na embaixada dos EUA: estratégia ou especulação?

Bolsonaro e a possibilidade de refúgio na embaixada dos EUA: estratégia ou especulação?

Diante do avanço de investigações que podem resultar em sua prisão, Jair Bolsonaro foi aconselhado a…
Lula avalia medidas rigorosas para conter alta dos alimentos

Lula avalia medidas rigorosas para conter alta dos alimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (7) que poderá adotar medidas mais…
Paraíba Pode Perder Representação na Câmara e R$ 80 Milhões em Emendas

Paraíba Pode Perder Representação na Câmara e R$ 80 Milhões em Emendas

A Paraíba corre o risco de ver sua representação na Câmara dos Deputados diminuir de 12…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *