- 23/09/2025
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Justiça decretou prisão preventiva de ex-conselheiro tutelar acusado de abusos sexuais em série
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba determinou a prisão preventiva de Luiz Carlos Ferreira, ex-conselheiro tutelar de Mulungu, acusado de estupro de vulnerável e exploração sexual de adolescentes. O réu, que também atuava como motorista escolar, está foragido desde o decreto de prisão. Ele é alvo de mais de 14 denúncias que detalham um padrão de comportamento predatório durante o transporte escolar entre Gurinhém, Mulungu e Guarabira.
As investigações revelam que o ex-conselheiro se aproveitava de sua posição de confiança para praticar os abusos. Relatos das vítimas indicam que ele exibia vídeos pornográficos dentro da van escolar e fazia insinuações inapropriadas, chegando a convidar adolescentes para encontros em motéis. Além disso, há registros de tentativas de intimidação e manobras para influenciar depoimentos de testemunhas, buscando favorecer sua defesa.
O desembargador Saulo Henriques de Sá e Benevides, relator do processo, destacou a gravidade dos delitos e a necessidade de medidas mais severas para garantir a ordem pública. Em seu voto, ele afirmou que as medidas cautelares anteriormente impostas não foram suficientes para neutralizar a periculosidade do réu. “Diante da natureza hedionda dos crimes e da fragilidade das vítimas envolvidas, estão presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva, visando proteger a sociedade e assegurar o andamento regular da instrução criminal”, pontuou o magistrado.
Enquanto isso, a defesa de Luiz Carlos informou que pretende recorrer da decisão, argumentando pela revisão das acusações. Já o Ministério Público reiterou a importância da prisão para preservar a integridade das vítimas e garantir a continuidade das investigações, além de evitar novos episódios de violência.
O caso ganhou repercussão na região e levantou debates sobre a vulnerabilidade de estudantes no transporte escolar e a responsabilidade de agentes públicos em posições de confiança. A Polícia Civil segue em busca do acusado e pede a colaboração da população para localizá-lo.
