- 28/06/2025
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“O Pior Momento Foi Quando Eu a Vi”: Alpinista Relata Drama no Resgate de Juliana Marins no Monte Rinjani
A morte de Juliana Marins, a publicitária brasileira que sofreu uma queda fatal durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, trouxe à tona relatos emocionantes sobre o resgate de seu corpo. Agam, um alpinista local que participou ativamente da operação, descreveu o momento impactante em que encontrou a jovem já sem vida após quatro dias de buscas intensas. “O pior momento foi quando eu vi a Juliana, porque esperava que ela ainda estivesse viva”, revelou ele ao programa Fantástico, da TV Globo, durante entrevista exibida neste domingo (29).

Agam enfrentou enormes desafios para chegar ao local onde Juliana estava presa, em uma encosta rochosa a cerca de 500 metros de profundidade. A brasileira havia caído enquanto escalava o segundo vulcão mais alto do país, no último sábado (21), por volta das 6h (horário local). Apesar dos esforços de turistas que utilizaram drones e detectaram movimentos horas após o acidente, o resgate só foi concluído na quarta-feira (25), quando o corpo foi encontrado e retirado.
Críticas às Autoridades Locais
Manoel Marins, pai de Juliana, criticou duramente a atuação das autoridades indonésias durante as buscas. Emocionado, ele afirmou à imprensa: “Eles não estão nem aí. Eles não se sentem culpados”. O homem viajou até a Indonésia para acompanhar as operações de resgate, mas expressou sua frustração com o que considerou falta de eficiência e empatia por parte das equipes responsáveis.
A versão oficial sobre a data exata da morte de Juliana gerou polêmica. Enquanto a agência de resgates da Indonésia (Basarnas) informou inicialmente que a jovem havia sido encontrada sem vida na noite de terça-feira (24), o laudo da autópsia aponta que ela morreu entre a madrugada e início da tarde de quarta-feira (25). Segundo o médico legista Ida Bagus Alit, os ferimentos causados pela queda incluíram múltiplas fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa, resultando em sangramento interno e danos a órgãos vitais – condições que levaram à morte cerca de 20 minutos após o impacto.
Análise Médica e Controvérsias
O perito explicou que não foram encontrados sinais de hérnia cerebral, condição que geralmente leva horas para se manifestar. Esse detalhe reforça a hipótese de que a morte ocorreu rapidamente. No entanto, a estimativa final da hora do óbito ainda é incerta, pois variáveis como temperatura, umidade e o transporte do corpo em um freezer podem ter influenciado a análise dos sinais post-mortem. “De acordo com meus cálculos, a vítima morreu na quarta-feira, entre 1h e 13h”, declarou o legista.
Juliana foi vista pela última vez com sinais de movimento horas após a queda inicial, graças a imagens capturadas por drones operados por turistas. No entanto, ela só foi localizada novamente dois dias depois, presa em uma encosta íngreme. Com o passar do tempo, seu corpo deslizou ainda mais, aumentando a dificuldade do resgate.
Um Caso que Chocou o Brasil e o Mundo
A tragédia envolvendo Juliana Marins chamou atenção internacional e expôs questões sobre segurança em trilhas e montanhismo, especialmente em regiões remotas. Além disso, o caso amplificou discussões sobre a responsabilidade das autoridades locais em situações de emergência.
