• 18/12/2025
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Operação Hangar Fantasma desmonta rede criminosa que movia toneladas de cocaína e lavava dinheiro por meio de empresas fantasmas

Operação Hangar Fantasma desmonta rede criminosa que movia toneladas de cocaína e lavava dinheiro por meio de empresas fantasmas

Na manhã de quinta-feira (18/12), a Polícia Federal deflagrou a Operação Hangar Fantasma, uma ofensiva estratégica contra uma organização criminosa altamente estruturada, especializada no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de capitais em larga escala. O esquema utilizava tanto o transporte terrestre quanto aéreo para levar grandes cargas de cocaína — provenientes do Norte e Centro-Oeste — até o Nordeste do país.

A ação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público da Paraíba, e da Polícia Militar. Cerca de 150 agentes foram mobilizados para cumprir 63 mandados judiciais expedidos pela 2ª Vara Regional de Garantias do Tribunal de Justiça da Paraíba. Destes, 30 eram de prisão — sendo 23 preventivas e 7 temporárias — e 31 de busca e apreensão, distribuídos por seis unidades da Federação: Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Distrito Federal.

As investigações tiveram origem no cruzamento de dados de operações anteriores, revelando um detalhe alarmante: a liderança do grupo comandava as operações diretamente de dentro do sistema penitenciário paraibano. A organização era responsável pela aquisição de aeronaves e pela montagem de uma logística aérea sofisticada para o transporte de drogas. Foram ligados a ela três grandes flagrantes recentes, somando cerca de uma tonelada de entorpecentes — incluindo duas apreensões em Tocantins, onde aeronaves foram interceptadas com aproximadamente 400 kg de cocaína cada, e uma outra apreensão terrestre na Paraíba.

Além do tráfico, os investigados montaram uma engenharia financeira complexa para ocultar a origem ilícita do dinheiro. Por meio de empresas de fachada e uma rede de “laranjas”, movimentavam valores milionários e adquiriam bens de alto valor, como aviões e carros de luxo, dificultando o rastreamento dos recursos.

Diante disso, a Justiça autorizou o bloqueio de contas e ativos financeiros dos suspeitos até o limite de R$ 4,8 bilhões, além do sequestro de bens móveis e imóveis, com o objetivo claro de descapitalizar a organização e assegurar o ressarcimento ao erário.

Os envolvidos responderão criminalmente por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa — crimes cujas penas, somadas, podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

O nome da operação, “Hangar Fantasma”, remete diretamente ao modus operandi do grupo: a utilização de empresas fantasmas e terceiros para registrar e esconder a propriedade real de aeronaves e hangares, criando uma frota aérea “invisível” aos olhos dos órgãos de fiscalização e controle.

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