- 21/09/2025
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PEC da Blindagem: João Campos se posiciona contra proposta mesmo após voto favorável do PSB na Câmara
Neste domingo (21), o prefeito do Recife e presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), João Campos, utilizou as redes sociais para declarar sua posição contrária à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) conhecida como “PEC da Blindagem”. Aprovada recentemente na Câmara dos Deputados, a medida amplia a proteção parlamentar contra investigações criminais, gerando polêmica entre setores do Judiciário, especialistas e parte da classe política.
Apesar de a maioria da bancada federal do PSB ter votado a favor da PEC, incluindo seu irmão, o deputado Pedro Campos, João afirmou que não orientou os parlamentares a apoiarem o texto. “Sou totalmente contrário à PEC da Blindagem. Não votei e não orientei a bancada do PSB na Câmara”, escreveu o gestor municipal. Ele também enfatizou sua posição firme: “Sem blindagem e sem anistia a quem cometeu crimes contra a democracia”.
O prefeito destacou que já dialogou com o líder do PSB no Senado, Cid Gomes, para garantir que a legenda atue em oposição total à proposta durante a próxima etapa de tramitação. “No Senado, seremos 100% contrários à blindagem”, afirmou. João Campos ainda frisou que não apoia qualquer iniciativa que proteja presidentes de partidos políticos, função que ele próprio exerce atualmente. Para ele, medidas que afastam líderes partidários ou parlamentares da possibilidade de investigação fragilizam a confiança da população na democracia.
Em sua declaração completa, João reforçou que o PSB já votou contra a PEC em outra ocasião e reiterou que sua posição pessoal é de total rejeição ao texto. “Também me posicionei contra qualquer ideia de proteger presidentes de sigla, condição que exerço hoje. O PSB já votou contra este absurdo no Congresso”, concluiu.
Confira abaixo o posicionamento na íntegra de João Campos:
“Hoje é um dia de mobilização e quero deixar meu posicionamento claro. Sou totalmente contrário à PEC da Blindagem. Não votei e não orientei a bancada do PSB na Câmara, que naquele momento optou pela liberação por entender que seria necessário para derrotar a anistia. Também me posicionei contra qualquer ideia de proteger presidentes de sigla, condição que exerço hoje. O PSB já votou contra este absurdo no Congresso. Já me reuni com o líder do PSB no Senado, e lá seremos 100% não à blindagem. A minha posição é muito direta: sem blindagem e sem anistia a quem cometeu crimes contra a democracia.”
