• 12/10/2025
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Surto de Intoxicação por Metanol em Pernambuco: Novos Casos e Alerta para Consumidores

Surto de Intoxicação por Metanol em Pernambuco: Novos Casos e Alerta para Consumidores

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Pernambuco divulgou, neste domingo (12), um novo boletim sobre os casos de intoxicação por metanol no estado. De acordo com o documento, mais quatro notificações foram registradas, elevando o total de casos suspeitos para 48 desde o início dos registros, em 30 de setembro.

Os novos casos foram identificados nos municípios de Jaboatão dos Guararapes (Grande Recife), Serra Talhada, Mirandiba e Salgueiro, localizados no Sertão pernambucano. Com a atualização, o número de casos em investigação subiu de 27, na sexta-feira (10), para 30. Até o momento, 18 casos já foram descartados após análise laboratorial. Vale destacar que um óbito anteriormente registrado em Olinda foi excluído das estatísticas após confirmar-se que não estava relacionado ao metanol.

Segundo detalhes fornecidos pela SES, os quatro novos pacientes apresentam diferentes estados clínicos: um já recebeu alta médica em Jaboatão dos Guararapes; outro deixou o hospital sem autorização médica em Serra Talhada; e dois permanecem internados, sendo um em Mirandiba e outro em Salgueiro.

Antídoto Emergencial

No último boletim divulgado na sexta-feira (10), a SES informou ter recebido do Ministério da Saúde uma remessa de 68 ampolas do antídoto específico para tratar intoxicações por metanol. O medicamento é essencial para neutralizar os efeitos tóxicos da substância, que pode causar danos graves à saúde, incluindo cegueira e insuficiência orgânica.

Cuidados no Consumo de Bebidas Alcoólicas

Diante do surto, a SES reforça a importância de redobrar os cuidados ao consumir bebidas alcoólicas destiladas, como vodca, gin, cachaça e uísque, que são frequentemente alvos de adulteração com metanol. A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) recomenda atenção especial aos seguintes pontos:

– Adquirir produtos apenas em estabelecimentos licenciados pela Vigilância Sanitária;
– Verificar se o lacre da embalagem está intacto;
– Conferir se o rótulo contém informações obrigatórias, como fabricante, teor alcoólico, composição e datas de fabricação e validade;
– Procurar o registro de 13 dígitos do Ministério da Agricultura, presente em todos os produtos alcoólicos regulamentados.

Para comerciantes, a orientação é escolher fornecedores confiáveis e desconfiar de preços muito abaixo do mercado, que podem indicar adulteração. Nos bares e restaurantes, a Apevisa sugere que os clientes solicitem para ver a garrafa da dose antes de consumir. Já em relação a drinks prontos, a recomendação é consumir apenas em locais licenciados e fiscalizados pela Vigilância Sanitária.

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