• 28/02/2026
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Tragédia em Baependi: Filha é alvejada durante velório da mãe e bala perfura caixão

Tragédia em Baependi: Filha é alvejada durante velório da mãe e bala perfura caixão

O que deveria ser o último ato de amor e despedida transformou-se, numa fração de segundo, em um cenário de horror e caos. Na tarde de sexta-feira (27), a tranquilidade do Centro de Baependi, no sul de Minas Gerais, foi estilhaçada por uma sequência de disparos que não poupou nem mesmo o luto. Amanda Arantes, que prestava suas últimas homenagens à mãe, tornou-se alvo de uma execução brutal realizada na porta da Igreja Matriz, o coração religioso da cidade.

A dinâmica do crime revela a frieza dos algozes. Segundo apurado, dois indivíduos, montados em uma motocicleta de cor dourada e sem placas, aproximaram-se sorrateiramente do local onde familiares e amigos se reuniam para o velório. Sem hesitar, a dupla desferiu uma saraivada de tiros. As investigações preliminares indicam que ao menos nove disparos foram efetuados. Cinco deles encontraram seu alvo macabro no corpo de Amanda. A situação é crítica: um projétil ficou alojado perigosamente próximo à coluna vertebral, nas costas da vítima, enquanto outros atingiram a panturrilha e a perna. Ferimentos de raspão ainda marcaram sua mão e um dos braços, testemunhos físicos da tentativa desesperada de defesa ou do acaso cruel da trajetória das balas.

A violência foi tamanha que a santidade do momento foi profanada fisicamente. Um dos projéteis foi parar no chão do templo, mas outro teve um destino simbólico e trágico: acertou em cheio o caixão onde repousava o corpo da mãe de Amanda. A imagem de uma filha sendo baleada sobre o ataúde da própria genitora ilustra a barbárie que tomou conta da cidade. Cápsulas deflagradas foram recolhidas pela Polícia Militar no local, servindo como as primeiras pistas técnicas para a perícia.

Imediatamente após a chacina, o pânico se instalou. Amanda foi socorrida ainda com vida e levada às pressas ao Hospital Cônego Monte Raso, em Baependi. Contudo, dada a gravidade dos ferimentos e a necessidade de uma estrutura mais complexa, ela foi transferida por volta das 23h para outra unidade hospitalar da região, onde segue internada sob cuidados intensivos.

As testemunhas oculares, chocadas com a cena, forneceram detalhes cruciais para o quebra-cabeça policial. Os atiradores fugiram logo após os disparos. Um dos suspeitos, que ia na garupa da moto, chamou a atenção por usar um tênis azul — uma descrição simples, mas que pode ser a chave para a identificação da dupla. Até o momento, a motivação do crime permanece um mistério. Não se sabe se foi uma execução planejada, um caso de justiça com as próprias mãos ou um erro de identidade. As autoridades trabalham contra o tempo para identificar e capturar os responsáveis por transformar um adeus em um banho de sangue.

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