- 27/03/2025
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Moraes Intima Defesa de Léo Índio a Esclarecer Suposta Fuga para a Argentina

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu um prazo de 48 horas para que a defesa de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio e sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, esclareça se o acusado realmente deixou o Brasil em direção à Argentina. A ordem foi emitida após notícias sobre a suposta fuga ganharem destaque na imprensa.
Léo Índio tornou-se réu no Supremo no mês passado, acusado de participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que resultaram em invasões às sedes dos Três Poderes em Brasília. Em entrevista concedida à Rádio Massa FM, de Cascavel (PR), nesta quarta-feira (26), ele afirmou estar na Argentina há 20 dias, justificando sua decisão pelo temor de ser preso.
“Intimem-se os advogados regularmente constituídos por Leonardo Rodrigues de Jesus para que prestem esclarecimentos, no prazo de 48 horas, sobre as notícias de que o réu teria se evadido do país”, determinou Moraes em sua decisão.
De acordo com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Léo Índio teve papel ativo durante os eventos de 8 de janeiro, incluindo publicações nas redes sociais que incentivavam as invasões. Com a decisão que o transformou em réu, ele agora responde pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, além de deterioração de patrimônio tombado da União.
Durante o julgamento da denúncia, a defesa de Léo Índio negou qualquer envolvimento em atividades criminosas e pediu a rejeição integral da acusação. Contudo, a Primeira Turma da Corte entendeu que havia indícios suficientes para aceitar a denúncia e levar o caso à fase de instrução processual.
Agora, cabe aos advogados do sobrinho de Bolsonaro explicar a situação atual de seu cliente e desfazer as dúvidas sobre sua localização, enquanto cresce a pressão para que o caso seja conduzido com rigor jurídico.