• 01/08/2025
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Manifestações Pró-Bolsonaro Ganham Força Após Sanções dos EUA Contra Moraes

Manifestações Pró-Bolsonaro Ganham Força Após Sanções dos EUA Contra Moraes

As manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganharam novo fôlego após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Os protestos estão marcados para este domingo (3) e devem ocorrer em várias cidades brasileiras, com destaque para a Avenida Paulista, em São Paulo, que deve receber a maior concentração de manifestantes.

Convocados logo após Moraes impor medidas restritivas ao ex-presidente Bolsonaro – como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de acesso às redes sociais e impedimento de deixar sua residência aos finais de semana –, os atos têm como principais bandeiras a defesa da liberdade de expressão, críticas ao Judiciário e o pedido de impeachment tanto do ministro quanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embora Bolsonaro não participe pessoalmente dos protestos, líderes da oposição e figuras públicas, como o pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do evento em São Paulo, acreditam que as sanções impostas por Trump ampliarão a mobilização popular. “Vamos mostrar que o Brasil reagiu contra essa injustiça, a censura, tudo isso. É um pacotão”, afirmou Malafaia.

Os discursos durante os atos serão conduzidos por parlamentares como Gustavo Gayer (PL-GO), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), além do próprio Malafaia. A estratégia de alguns membros da oposição é participar de manifestações pela manhã em seus estados e, posteriormente, seguir para São Paulo para engrossar o coro na capital paulista.

No entanto, nem todos os aliados políticos de Bolsonaro estarão presentes. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por exemplo, não deve comparecer devido a um procedimento médico. Ele foi alvo de críticas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que o acusou de ser “servil” por buscar soluções negociadas frente às tarifas impostas por Trump.

Pressão Internacional e Repercussões Políticas

As sanções contra Moraes foram aplicadas com base na Lei Global Magnitsky, dispositivo legal usado pelos EUA para punir financeiramente estrangeiros considerados violadores de direitos humanos ou corruptos. Com isso, o ministro teve seus bens bloqueados nos EUA e está proibido de realizar transações com empresas ou cidadãos americanos. Além disso, ele não poderá utilizar cartões de crédito de bandeira americana, impactando inclusive operações no Brasil.

Para Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, a medida reflete uma resposta internacional ao que ele chama de abuso de poder por parte do STF. “Ele rasgou a Constituição. Pisou no devido processo legal. Calou brasileiros, censurou jornalistas, prendeu sem crime. O Senado brasileiro não teve coragem de fazer, os EUA fizeram com força”, declarou.

Moraes já é alvo de pelo menos 29 pedidos de impeachment no Senado Federal, sendo o mais recente protocolado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Apesar disso, analistas avaliam que a pressão internacional pode forçar uma solução interna. “Ou o STF expurga Moraes para fora da Corte — persuadindo-o a uma saída discreta ou permitindo seu impeachment e anistia —, ou o expurga para dentro da Constituição, o que é muito difícil”, explicou André Marsiglia, professor de direito constitucional.

Mobilização Nacional

Além de São Paulo, os atos do movimento “Reaja Brasil” estão programados para ocorrer em mais de uma dezena de cidades, incluindo Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. A orientação para os manifestantes é vestir verde e amarelo e adotar diferentes formas de protesto, como caminhadas, carreatas e buzinaços.

“Mesmo sem a presença de Bolsonaro, a mobilização nas cidades pelo Brasil promete ser maior do que as manifestações da esquerda”, afirmou Malafaia. O partido Novo, um dos apoiadores das manifestações, destacou que “o STF se tornou uma corte política, aliada ao governo Lula”, enfatizando a necessidade de participação popular para frear os abusos cometidos.

Enquanto isso, lideranças oposicionistas tentam manter viva a esperança de seus apoiadores, mesmo diante de resultados práticos limitados em manifestações anteriores. Para Nikolas Ferreira, o momento exige união: “Se você tem raiva, ódio, ou se discorda do que Alexandre de Moraes e Lula estão fazendo com o nosso país, você precisa fazer exatamente o que eles não querem que você faça”.

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