- 13/09/2025
- Sem Comentário
- 4 Minutos de Leitura
Lula Resgata o Papel do SUS na Pandemia e Reforça: “Saúde Não Tem Esquerda ou Direita”
Em um mutirão nacional de saúde realizado neste sábado (13), organizado pelo governo federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) ao lembrar seu papel fundamental durante a pandemia de covid-19. Em discurso no Hospital Universitário de Brasília (HUB), ele afirmou que não há divisões políticas quando se trata de cuidar da saúde da população.
“Quando falamos de saúde, não existe essa história de direita ou esquerda. O que importa são pessoas comprometidas com a saúde do povo brasileiro”, declarou Lula, referindo-se ao trabalho de milhares de profissionais do SUS que atuaram na linha de frente durante a crise sanitária.
O evento, denominado “Dia E”, faz parte do programa Agora Tem Especialistas, uma iniciativa do governo para reduzir as longas filas de espera por consultas e exames especializados no SUS. Atualmente, pacientes podem enfrentar meses de espera para serem atendidos por cardiologistas, oncologistas e outros especialistas, devido à escassez de médicos na rede pública.
Mobilização em larga escala
Ao todo, 45 hospitais universitários geridos pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), distribuídos em 25 estados, participaram do mutirão. A ação incluiu cirurgias eletivas, exames e consultas em diversas especialidades, como cardiologia, ortopedia, oftalmologia e saúde da mulher.
Segundo dados divulgados pelo governo, cerca de 2 mil cirurgias eletivas, 4,5 mil consultas e 22,7 mil exames foram realizados em um único dia. Para viabilizar a operação, mais de 3,2 mil profissionais de saúde – entre médicos, enfermeiros, técnicos e estudantes – trabalharam em turnos extras. Lula brincou com a plateia formada por funcionários e pacientes ao afirmar: “A gente paga hora extra, mas agora é o seguinte: a gente vai ter que fazer mais”.
Arthur Chioro, presidente da Ebserh, reforçou o impacto social da iniciativa. “Esses números representam muito mais do que estatísticas. Na vida das pessoas, significam a chance de viver com dignidade e receber um diagnóstico no momento certo”, destacou.
Parcerias e metas futuras
O programa também prevê parcerias com hospitais privados, permitindo que parte dos atendimentos seja realizada na rede particular mediante a quitação de dívidas dessas instituições com o SUS. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cerca de 190 hospitais já demonstraram interesse em aderir à iniciativa.
Além disso, a Ebserh anunciou a meta de aumentar em 40% o número de cirurgias realizadas nos hospitais universitários, aproveitando a expertise de médicos residentes e alunos de graduação ligados às universidades federais.
Apoio político e reconhecimento ao SUS
O vice-presidente Geraldo Alckmin, médico anestesista de formação, também discursou durante o evento, enaltecendo o SUS como um patrimônio indispensável para os brasileiros. “O SUS é uma conquista histórica que precisa ser valorizada e fortalecida”, disse.
Essa foi a segunda edição do Dia E em 2023. Em julho, a primeira rodada do mutirão realizou 12.464 procedimentos em todo o país, incluindo 10.160 exames, 1.244 consultas e 1.060 cirurgias. Desde então, a Ebserh já promoveu 417 mutirões em diferentes momentos ao longo do ano. Uma terceira edição está programada para dezembro.
Com ações como essas, o governo busca dar visibilidade aos desafios enfrentados pelo sistema de saúde público e reiterar seu compromisso com a ampliação do acesso aos serviços médicos para todos os brasileiros.
