• 07/12/2025
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Cirandeira Severina Baracho, a Dona Biu, deixa legado eterno ao falecer aos 72 anos

Cirandeira Severina Baracho, a Dona Biu, deixa legado eterno ao falecer aos 72 anos

Faleceu aos 72 anos a renomada cirandeira pernambucana Severina Baracho, conhecida carinhosamente como Dona Biu. Filha do lendário mestre Antônio Baracho, um dos nomes mais importantes da ciranda e do maracatu em Pernambuco, ela formava com a irmã Maria Dulce a dupla “As Filhas de Baracho”, que por décadas ajudou a perpetuar o legado deixado pelo pai.

A morte foi confirmada pela família e pela prefeitura de Abreu e Lima, município da região metropolitana do Recife onde Dona Biu residia. Segundo informações divulgadas pela gestão municipal, ela faleceu na noite do último sábado (6), vítima de complicações decorrentes de um câncer de pulmão que enfrentava há alguns anos. O velório ocorrerá neste domingo (7), às 15h, no Cemitério Municipal Santo Antônio, em Abreu e Lima, com o enterro previsto para as 16h.

Nascida em 12 de novembro de 1953, Severina Baracho destacou-se como guardiã da tradição da ciranda, gênero musical e manifestação cultural profundamente enraizada em Pernambuco. Junto da irmã, manteve viva a memória do pai, apelidado de “Rei da Ciranda”, que faleceu em 1988. Além disso, ambas se tornaram parceiras frequentes da também icônica cirandeira Lia de Itamaracá, tendo inclusive se apresentado ao lado dela no Rock in Rio 2024.

Maria Dulce Baracho, irmã de Dona Biu, expressou seu luto em uma publicação emocionada nos stories do Instagram: “O dia amanheceu mais triste, os pássaros não cantaram, o silêncio tomou conta, e o vazio dentro do meu peito se expandiu… Eu vou te levar comigo aonde quer que vá… Eu te amo, minha irmã! Que Deus lhe receba de braços abertos.”

A cantora Lia de Itamaracá também homenageou Dona Biu em uma postagem nas redes sociais, afirmando que a partida da artista representa uma perda irreparável para a cultura da ciranda. “Biu foi amiga, irmã de caminhada e de vida. Filha do grande Mestre Baracho, ela nasceu carregando a ciranda no sangue, mas foi com sua própria força de mulher negra, compositora e mestra que escreveu uma história que ninguém apaga. Com ela, a ciranda ganhava outra potência. E quem estava perto sabia: Biu não cantava só com a boca, cantava com a alma inteira”, declarou.

A prefeitura de Abreu e Lima prestou suas condolências em nota oficial. “Que descanse em paz essa grande estrela da nossa cultura, que seguirá iluminando quem faz e admira a arte em nossa cidade”, afirmou a gestão municipal.

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