• 26/01/2026
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Cantor João Lima é preso preventivamente após denúncias de violência doméstica

Cantor João Lima é preso preventivamente após denúncias de violência doméstica

O cantor João Lima foi preso preventivamente na manhã desta segunda-feira (26) após se apresentar voluntariamente à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro de João Pessoa. A medida foi determinada pela Justiça no domingo (25), em decisão do juiz Bruno César Azevedo Isidro, a pedido do Ministério Público, com base em denúncias de violência física e psicológica contra sua ex-esposa, a médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante.

A prisão ocorre dois dias depois da divulgação de vídeos nas redes sociais que mostrariam agressões à vítima. Segundo o despacho judicial, a medida visa garantir a ordem pública e impedir a reiteração de condutas consideradas criminosas. Além da prisão, a Justiça determinou medidas protetivas que proíbem o cantor de se aproximar da ex-companheira, manter qualquer tipo de contato com ela ou frequentar a residência onde o casal residia.

Raphaella registrou ocorrência na Deam no último sábado (24), acompanhada de sua advogada, Dayane Carvalho. No depoimento, relatou ter sofrido agressões desde o início do relacionamento, inclusive durante a lua de mel. No momento do registro, a médica apresentava o braço imobilizado em decorrência das lesões. Em nota publicada nas redes sociais, ela descreveu o momento como profundamente doloroso, afirmando estar com o “coração dilacerado”.

A defesa de João Lima informou que o artista passará por exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica e, posteriormente, por audiência de custódia. Somente após esses procedimentos formais a equipe jurídica deve ingressar com pedido de habeas corpus para solicitar sua liberdade provisória.

Durante a apresentação do cantor à delegacia, seu pai, o músico e deputado estadual Cicinho Lima, acompanhou o filho e se manifestou à imprensa. Ele reforçou que a família não tolera violência e respeita as instituições. “Ninguém está acima da lei. Não apoiamos violência e não acobertamos erros. Confiamos na Justiça e respeitamos o devido processo legal”, declarou, pedindo desculpas à vítima e aos familiares.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil como violência doméstica e familiar contra a mulher, com base na Lei Maria da Penha.

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