• 04/02/2026
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Adolescente é apontado como único autor da morte do cão Orelha em Florianópolis

Adolescente é apontado como único autor da morte do cão Orelha em Florianópolis

A Polícia Civil de Santa Catarina encerrou na terça-feira, 3, as investigações sobre a morte do querido cão comunitário Orelha, ocorrida na madrugada do dia 4 de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. Contrariando as primeiras informações de que um grupo teria participado do crime, o inquérito conclusivo aponta um único autor: um adolescente que, após o episódio, chegou a viajar para os Estados Unidos em uma excursão escolar, mas foi trazido de volta ao Brasil a pedido das autoridades.

O laudo da Polícia Científica atestou que Orelha sofreu um violento golpe na cabeça, provavelmente causado por um chute ou um objeto contundente, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. Resgatado por uma moradora no dia seguinte, o animal não resistiu e faleceu em uma clínica veterinária. A identificação do suspeito se deu graças a contradições em seu depoimento e à análise de roupas apreendidas após seu retorno dos EUA. Enquanto afirmava ter permanecido na área da piscina de seu condomínio, imagens de segurança mostraram que ele saiu do local às 5h25 e só retornou às 5h58, acompanhado de uma amiga.

A corporação também indiciou três adultos — dois pais e um tio de outros adolescentes inicialmente investigados — pelo crime de coação a testemunhas. A defesa do jovem, composta pelos advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, contestou as conclusões, classificando-as como baseadas em “elementos circunstanciais” e alegando que o caso está “politizado”, além de afirmar que ainda não teve acesso integral aos autos.

Em um desdobramento paralelo, a polícia também concluiu o inquérito sobre as agressões ao cão Caramelo, outro animal comunitário da mesma praia. Dias após a morte de Orelha, Caramelo foi filmado sendo arrastado para o mar e arremessado de cima de um muro por quatro adolescentes. As investigações confirmaram que esse grupo não tem qualquer ligação com o caso de Orelha, e o animal, felizmente, sobreviveu.

Ambos os inquéritos foram remetidos ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis. A Polícia Civil destacou que evitou vazamentos durante a apuração para impedir que o principal suspeito permanecesse nos EUA ou destruísse provas, como tentativas de ocultar um boné rosa e justificar falsamente a compra de um moletom usado no dia do crime.

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