- 26/03/2026
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Homem é preso em fábrica de Goiana por agredir esposa em Pedras de Fogo
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na tarde desta quarta-feira (25), a prisão de José Sérgio Vasconcelos da Silva, um homem acusado de submeter a própria esposa a um regime de tortura física e psicológica por anos. A operação foi conduzida pela 44ª Delegacia de Goiana, que cumpriu um mandado judicial expedido devido aos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar. O suspeito, que trabalhava em uma fábrica na cidade pernambucana, foi localizado e detido enquanto exercia suas atividades laborais, pondo fim à sua fuga da justiça.
A gravidade do caso veio à tona através de vídeos que viralizaram nas redes sociais, expondo a crueldade do agressor com detalhes explícitos. Em uma das gravações, José Sérgio é visto sufocando a companheira, que, entre a falta de ar e o desespero, questiona: “por que você faz isso comigo?”. Outra cena, ainda mais revoltante, mostra o homem invadindo o quarto onde a mulher se encontrava e desferindo-lhe um soco violento, tudo isso sendo registrado pelo filho do casal, um adolescente de apenas 14 anos, que alerta o pai sobre estar filmando a agressão.
Segundo o depoimento da vítima, o pesadelo não é recente: ela manteve um relacionamento com o suspeito por cerca de uma década, mas os últimos cinco anos foram marcados por uma escalada brutal de violência. A mulher relatou que as agressões, que começaram de forma mais sutil, intensificaram-se com o tempo, transformando o lar em um ambiente de medo constante. Informações do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) confirmam a existência de processos anteriores contra o réu, envolvendo ameaças e outros episódios de violência doméstica.
A ação policial em Goiana destaca a integração entre as forças de segurança de diferentes estados para combater a violência de gênero, já que as agressões ocorriam em Pedras de Fogo, na Paraíba, mas o criminoso havia se refugiado em Pernambuco. Após os trâmites legais na delegacia, José Sérgio foi colocado à disposição da Justiça, onde deverá responder pelas barbaridades cometidas contra a família. O caso reacende o debate sobre a necessidade de proteção efetiva às vítimas e a importância de denúncias, mesmo quando o agressor tenta usar a intimidação para silenciar quem sofre ao seu lado.
