- 18/09/2026
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Campanha de Raquel Lyra leva à PF indícios de “falsos militantes” em ato de Flávio Bolsonaro para associar governadora ao PL
A equipe jurídica da Coligação Pernambuco de Coração, que apoia a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), esteve na sede da Polícia Federal no Recife nesta quinta-feira (17) para apresentar documentos que supostamente vinculam o homem detido durante o ato de Flávio Bolsonaro (PL) a integrantes do Partido Socialista Brasileiro (PSB). O advogado Edgar Moury sustentou que a presença de um grupo portando bandeiras e materiais com as cores da candidatura de Raquel no evento bolsonarista foi uma operação orquestrada para forjar uma associação política entre a governadora e o candidato presidencial do PL. Segundo Moury, os envolvidos seriam “falsos militantes” transportados em ônibus desvinculados da campanha oficial, utilizando itens alegadamente furtados anteriormente.
Como elementos probatórios, a defesa entregou fotografias de Alexsandro Pereira da Silva e de sua esposa, a conselheira tutelar Joselma Almeida, ao lado de figuras políticas ligadas ao PSB. Entre os nomes citados estão o vereador licenciado e atual secretário de Esportes do Recife, Eduardo Mota (PSB), e Eduardo da Silva Souza, associado pela campanha de Raquel ao perfil “Raquel Bolada”, suspenso recentemente pela Justiça Eleitoral por publicar conteúdo ofensivo. Moury afirmou categoricamente: “Não sou eu que acho. Os fatos que estão revelados até agora apontam para a cúpula do PSB”. A investigação busca apurar se houve organização prévia, financiamento público ou participação direta da estrutura partidária adversária na mobilização.
Em resposta, a Frente Popular de Pernambuco, coligação de João Campos (PSB), divulgou nota refutando qualquer vínculo com práticas irregulares e classificou a denúncia como uma tentativa de “construir narrativa” para confundir o eleitorado. A coligação contra-atacou citando investigações sobre supostos ataques digitais e apresentando notícia de fato ao Ministério Público Eleitoral contra Uberdan de Menezes Matos Junior, policial civil envolvido nos distúrbios do ato e sócio-administrador da empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos Ltda., que recebeu R$ 2,5 milhões da campanha de Raquel. Enquanto a PF não confirma oficialmente o recebimento da petição nem as circunstâncias da condução de Alexsandro, o episódio acende um novo front de tensão na disputa estadual, onde a neutralidade presidencial de Raquel Lyra passa a ser alvo de disputas factuais e judiciais intensas.
