• 05/10/2026
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Avião da Gol retorna ao Recife após colisão com pássaro; passageiros relatam labaredas e tensão a bordo

Avião da Gol retorna ao Recife após colisão com pássaro; passageiros relatam labaredas e tensão a bordo

Um susto marcou a tarde desta segunda-feira (5) no Aeroporto Internacional do Recife. O voo G3 1587, operado pela companhia aérea Gol e com destino a São Paulo (Guarulhos), precisou retornar à capital pernambucana pouco após a decolagem devido a uma colisão com um pássaro, incidente conhecido tecnicamente como “birdstrike”. A aeronave, que havia partido por volta das 12h50, aterrissou em segurança às 13h47, mas o episódio gerou momentos de grande apreensão entre os passageiros.

Para realizar o pouso seguro, o piloto precisou manter o avião sobrevoando a Região Metropolitana do Recife por mais de uma hora. Essa manobra é um procedimento padrão de segurança, necessário para queimar o excesso de combustível carregado para uma viagem longa e evitar riscos maiores no momento do toque na pista.

Relatos de medo e falta de informação

Dentro da cabine, a situação foi descrita como tensa. Gabriela, uma das passageiras que estava sentada próxima à asa, relatou ter ouvido um barulho forte e visto labaredas logo após a decolagem. “Deu pra ouvir o barulho. Quem estava mais na frente não escutou, mas nós que estávamos mais em cima da asa, perto da janela, deu pra ver as labaredas”, contou ela, que afirmou já ter passado por uma situação semelhante anteriormente.

Outra passageira, Silvia, destacou a angústia causada pela falta de comunicação inicial da tripulação. “A gente não sabia o que estava acontecendo. Foi difícil para o piloto, acredito que ele também passou por apuros. Mas, se tivesse uma resposta… não teve”, desabafou. Segundo seu relato, a fumaça e o barulho “horrível” durante a decolagem foram os primeiros sinais de que algo estava errado.

Nota da Gol e desembarque normal

Em nota oficial, a Gol confirmou que o retorno foi motivado pelo “birdstrike” e reforçou que a segurança é o valor número um da companhia. “O pouso ocorreu normalmente, sem intercorrências, e a aeronave seguiu para manutenção”, informou a empresa. Os passageiros foram atendidos conforme a Resolução 400 da ANAC, recebendo suporte para realocação em outros voos.

A Aena Brasil, administradora do aeroporto, esclareceu que não foi declarada situação de emergência e que o Corpo de Bombeiros de Pernambuco não precisou intervir operacionalmente. Todos os ocupantes desembarcaram sem ferimentos e foram encaminhados para o terminal de passageiros para os procedimentos de reassendamento.

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