- 02/11/2026
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Garrafões de água sob escolta após ameaça de facção no Ceará: o que se sabe sobre o caso
Empresas de distribuição de água mineral no Ceará estão operando com garrafões sob escolta policial ou de seguranças privados após receberem ameaças diretas de facções criminosas. O esquema de extorsão, conhecido como “taxa de segurança”, obriga os empresários a pagarem valores semanais para que suas cargas não sejam interceptadas ou seus veículos incendiados nas estradas estaduais.
A situação tornou-se crítica nas últimas semanas, especialmente nas regiões metropolitanas de Fortaleza e no interior do estado, onde o controle territorial das organizações criminosas é mais intenso. Motoristas relataram que, ao recusarem o pagamento, tiveram caminhões bloqueados por barricadas e foram rendidos à mão armada. Para evitar prejuízos maiores e garantir o abastecimento de residências e comércios, as distribuidoras recorreram à proteção armada para realizar as entregas.
A Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSP-CE) informou que está monitorando as rotas e realizando operações específicas para desarticular os pontos de extorsão. “Não vamos tolerar que o crime organizado paralise o abastecimento básico da população. Estamos trabalhando em inteligência para identificar os líderes dessas ações e prender os envolvidos”, afirmou um porta-voz da secretaria.
O caso reacende o debate sobre a insegurança viária e o poder de fogo das facções no Nordeste. Sindicatos de transportadores pedem apoio federal e estadual para criar corredores seguros de logística, enquanto a população enfrenta dificuldades para encontrar água potável em alguns bairros devido à interrupção temporária das entregas.
