- 12/10/2026
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Pastor é preso por feminicídio de ex-esposa durante festa de aniversário do filho em Americana, SP
Um caso brutal de violência doméstica chocou a cidade de Americana, no interior de São Paulo, neste domingo (11). O pastor Jonatã de Jesus Batista, de 40 anos, foi preso em flagrante após esfaquear e matar sua ex-esposa, Jeane Cristina Mattes, de 43 anos. O crime ocorreu por volta do meio-dia, durante a festa de aniversário do filho mais velho do casal, na Rua Nereu Seleghini.
Segundo a Polícia Militar, após uma discussão, Jonatã desferiu sete golpes de faca contra Jeane, atingindo principalmente a região do peito. A vítima chegou a ser socorrida e levada ao Hospital de Americana, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu. O momento da agressão foi presenciado pelos dois filhos do casal, de idades não divulgadas, além de outros convidados da festa.
Medida protetiva ignorada
O caso ganha contornos ainda mais graves pelo fato de Jeane possuir uma medida protetiva vigente contra o ex-companheiro. Apesar da restrição judicial, ela teria ido à residência do pastor para participar da comemoração do filho. A polícia informou que Jonatã já havia sido preso anteriormente por um episódio de violência doméstica contra a mesma vítima, indicando um histórico de agressões.
Após o crime, a situação no local tornou-se tensa. Moradores do bairro, indignados com a brutalidade do ato, tentaram linchar o acusado. Para evitar um confronto maior, a Polícia Militar precisou escoltar Jonatã até a delegacia. Equipes policiais também isolaram a cena do crime e apreenderam a faca utilizada na agressão.
Alegação de uso de substâncias
Em seu depoimento, o pastor tentou justificar sua atitude afirmando que estava sob efeito de drogas e bebidas alcoólicas. Ele relatou ter consumido substâncias ilícitas desde as 21h do sábado (10) até a manhã do domingo. No entanto, a defesa técnica do acusado ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Jonatã de Jesus Batista responde agora pelo crime de feminicídio, qualificadora que aumenta a pena devido à condição de gênero da vítima e ao contexto de violência doméstica. O caso segue sob investigação para apurar todas as circunstâncias que levaram à tragédia que deixou órfãos dois crianças e enlutou famílias em Americana.
