• 21/06/2024
  • Sem Comentário
  • 3 Minutos de Leitura

PL do Estupro fica para o próximo semestre

PL do Estupro fica para o próximo semestre

A reunião do colégio de líderes da Câmara dos Deputados da última terça-feira (18) definiu os rumos da casa, especialmente a tramitação do Projeto de Lei 1904/24, que pune mulheres vítimas de estupro que realizarem aborto. Ficou acordado que, até a primeira semana de julho, quando termina o primeiro semestre no parlamento, a prioridade será a […]

A reunião do colégio de líderes da Câmara dos Deputados da última terça-feira (18) definiu os rumos da casa, especialmente a tramitação do Projeto de Lei 1904/24, que pune mulheres vítimas de estupro que realizarem aborto.

Ficou acordado que, até a primeira semana de julho, quando termina o primeiro semestre no parlamento, a prioridade será a agenda econômica, principalmente a regulamentação da reforma. “Só a pauta econômica interessa ao governo” foi a frase mais repetida durante a reunião ocorrida na residência oficial do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP).

Essa definição gerou desconfianças tanto de conservadores quanto de progressistas por motivos diferentes: os primeiros acreditam que Lira deve deixar o assunto morrer até ser engavetado, enquanto parlamentares contrários ao PL temem que isso possa ser uma tática para que o presidente da Câmara paute o assunto de maneira que passe despercebido.

Líderes da base governista estão otimistas, acreditando que o acordo que impede que o PL seja votado neste semestre seja o caminho para que a polêmica proposta seja enterrada. Essa visão se fortaleceu depois que Lira se tornou alvo de manifestações e críticas sobre a proposta, levando-o a espalhar um boato de que a deputada petista Benedita da Silva poderia ser a relatora do projeto, algo negado por sua equipe.

“A única certeza que temos é que a deputada Benedita da Silva não será a relatora [do Projeto de Lei]”, disse uma das fontes consultadas pela coluna.

Outro artifício desesperado de Lira é a criação de uma comissão especial para debater o projeto, algo que não existe no regimento (comissão representativa), para que os parlamentares debatam o projeto, principalmente porque a votação do requerimento de urgência já colocou o projeto para ser discutido no plenário.

Ou seja, engavetar a proposta sem efetivamente engavetá-la. Uma tentativa de segurar os votos dos evangélicos e conservadores para a sua sucessão sem o ônus de levar o texto adiante.

O Cafezinho

PBPE Podcast

ASSUNTOS RELACIONADOS

MPPE recorre da absolvição do padre Airton Freire e cita protocolos de gênero

MPPE recorre da absolvição do padre Airton Freire e cita protocolos de gênero

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) entrou com recurso de apelação, na última segunda-feira (13), contra…
MP Eleitoral recomenda cassação de prefeita de Pitimbu por uso indevido da máquina pública

MP Eleitoral recomenda cassação de prefeita de Pitimbu por uso indevido da máquina pública

O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se a favor da cassação da prefeita de Pitimbu, Adelma Cristovam…
Brasil revela identidade visual da Copa do Mundo Feminina 2027 em celebração carioca

Brasil revela identidade visual da Copa do Mundo Feminina 2027 em celebração carioca

A FIFA apresentou neste domingo (25) a identidade visual da Copa do Mundo Feminina de 2027…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *