• 29/10/2025
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Prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, é alvo de inquérito da Polícia Federal por suspeita de envolvimento com organização criminosa nas Eleições de 2024

Prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, é alvo de inquérito da Polícia Federal por suspeita de envolvimento com organização criminosa nas Eleições de 2024

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, sob a suspeita de associação com uma facção criminosa durante as Eleições de 2024. O caso foi motivado por um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que busca esclarecer supostas interferências no processo eleitoral por meio de práticas como coação e corrupção de eleitores.

De acordo com informações obtidas pelo g1, o juiz-relator Bruno Texeira de Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), avaliou que, embora não haja elementos suficientes para formalizar uma denúncia contra o prefeito, as provas apresentadas pela Procuradoria Regional Eleitoral na Paraíba (PRE-PB) justificam a continuidade das investigações. Em seu despacho, o magistrado afirmou que os indícios ultrapassam a mera suspeita, ainda que careçam de consistência probatória para sustentar uma acusação formal.

“Os diálogos apresentados (pelo MPF), conquanto sugestivos, permanecem na esfera do indiciário, carecendo da consistência probatória que a denúncia exige para legitimar-se. No entanto, esses mesmos elementos não obstam (pelo contrário, autorizam) a necessidade de continuidade das investigações”, destacou o juiz em trecho do documento.

O inquérito analisa possíveis crimes cometidos por Cícero Lucena, incluindo:

Corrupção eleitoral – Art. 299 do Código Eleitoral
Coação eleitoral – Art. 301 do Código Eleitoral
Organização criminosa – Lei nº 12.850/2013
Corrupção ativa e passiva – Arts. 317 e 333 do Código Penal
Peculato – Art. 312 do Código Penal

A base da investigação está vinculada à “Operação Território Livre”, conduzida pela PF para combater o aliciamento violento de eleitores. A operação identificou que a facção criminosa atuava nos bairros São José e Alto do Mateus, onde usava sua influência para coagir moradores a votarem em candidatos específicos, distorcendo a vontade popular.

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