- 11/07/2025
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Hillary Clinton Critica Trump por Proteger “Amigo Corrupto” e Impactar Economia com Tarifas
A ex-secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton, do Partido Democrata, usou seu perfil na rede social Bluesky para criticar duramente o presidente Donald Trump. Segundo ela, os cidadãos norte-americanos estão prestes a pagar mais caro por carne bovina devido à decisão de Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. O motivo? Proteger quem ela chamou de “amigo corrupto” — referindo-se ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
Em sua publicação, Hillary afirmou:
“Você está prestes a pagar mais por carne bovina não só porque Trump quer proteger seu amigo corrupto, mas também porque os republicanos no Congresso decidiram ceder seu poder sobre a política comercial a ele.” A declaração reforça as críticas ao alinhamento político entre Trump e Bolsonaro, que já foi alvo de polêmicas no Brasil e internacionalmente.
Trump anunciou a medida em 9 de julho, através de sua rede social Truth Social, onde compartilhou uma carta endereçada ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mensagem, ele justificou o aumento das tarifas com base no “tratamento” dado pelo governo brasileiro a Bolsonaro, a quem disse respeitar “profundamente”. Bolsonaro, vale lembrar, é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado em 2022.
Na sexta-feira (11 de julho), Trump voltou a defender Bolsonaro, afirmando que ele foi tratado “muito injustamente” e que é “um bom homem”. Em um discurso antes de embarcar para o Texas, onde enchentes já deixaram ao menos 121 mortos, Trump declarou:
“Eu o conheço bem, eu negociei com ele. Ele era um negociador muito duro, um homem muito honesto e que ama o povo brasileiro. Eu não deveria gostar dele, porque ele era muito duro para negociar, mas também muito honesto, e eu conheço os honestos e os corruptos.”
Quando questionado sobre a possibilidade de negociar com Lula sobre as tarifas, Trump respondeu que deve conversar com o petista “em algum momento, mas não agora”.
