- 21/10/2025
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Maioria do STF Condena Réus do Núcleo 4 da Trama Golpista de 2022
A maioria dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta terça-feira (21) pela condenação dos sete réus que integram o chamado Núcleo 4 da trama golpista articulada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com o voto da ministra Cármen Lúcia, o placar ficou em 3 a 1 favorável à condenação.
Ao analisar o caso, Cármen Lúcia destacou que “o núcleo de desinformação promoveu um conjunto de práticas delituosas que levou à intimidação sutil e eficiente, produzida pelas mídias sociais”. Segundo ela, as mensagens falsas e direcionadas intensificaram a irritabilidade política, transformando as relações sociais em “um campo minado”.
Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também votaram pela condenação dos acusados. Já o ministro Luiz Fux abriu divergência ao defender a absolvição dos réus, formando a minoria no julgamento até o momento. O presidente do colegiado, ministro Flávio Dino, ainda deve proferir o último voto, que pode consolidar ou alterar o resultado parcial.
Os sete réus fazem parte de um grupo investigado por supostamente organizar ações de desinformação para disseminar notícias falsas sobre o processo eleitoral de 2022 e coordenar ataques virtuais contra instituições e autoridades. Os acusados são: Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército); Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); Marcelo Araújo Bormevet (policial federal); e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa os envolvidos de crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Após a definição sobre absolvição ou condenação, os ministros ainda vão discutir as penas que serão aplicadas aos condenados.
É importante ressaltar que, mesmo com uma eventual condenação pelo STF, os réus não serão presos automaticamente. As defesas poderão apresentar recursos para contestar o veredicto.
