- 05/03/2026
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Presidente da Câmara de Lucena Mersinho da UP é preso após atropelar jovem com quadriciclo na praia (VEJA VÍDEO)
A noite desta quarta-feira (04) foi marcada por mais um capítulo vergonhoso que mistura poder político, imprudência no trânsito e a velha história de quem acha que está acima da lei. Mersinho da UP, presidente da Câmara Municipal de Lucena, na Grande João Pessoa, foi preso em flagrante pela Polícia Militar da Paraíba após atropelar uma jovem enquanto conduzia um quadriciclo na região de Ponta de Lucena. O clima era de festa na praia, mas a irresponsabilidade de um só transformou a diversão em tragédia.
De acordo com as primeiras apurações, o parlamentar perdeu o controle do veículo e atingiu a vítima em cheio. O que salta aos olhos, e que deve ser o foco central das investigações, é a forte suspeita de que Mersinho estava sob efeito de álcool no momento do acidente. A cena, que circula nas redes sociais, mostra a confusão instalada imediatamente após o impacto, com populares indignados cercando o veículo e cobrando justiça. Se confirmada a embriaguez, o que tudo indica, o caso deixa de ser apenas um acidente infeliz para se tornar um crime doloso, daqueles que não têm perdão nem desculpa esfarrapada.
A jovem atropelada recebeu os primeiros socorros no posto médico de Lucena, mas a gravidade das lesões exigiu transferência imediata para um hospital de referência em João Pessoa. Até o fechamento desta matéria, o boletim médico oficial ainda não detalhou o estado de saúde da vítima, mas a correria para levá-la à capital fala por si: a situação é delicada e exige cuidado intensivo. Enquanto ela luta pela recuperação, a família aguarda com o coração na mão por notícias menos trágicas.
Já o “doutor” da lei, que deveria dar o exemplo, teve outro destino. Após a ocorrência, Mersinho da UP foi algemado pela PM e conduzido à Delegacia de Santa Rita para prestar esclarecimentos. Lá, deverá responder pelos danos causados e, provavelmente, passar pela prova dos nove: o teste do bafômetro e exames de dosagem alcoólica. O vídeo do momento da prisão já viralizou e serve como lembrete cruel de que a impunidade tem prazo de validade e que, quando a farda aparece, o distintivo de vereador não serve de escudo.
O caso agora corre em segredo de justiça na esfera policial, mas a opinião pública já fez seu julgamento. Resta saber se a Justiça será tão rápida quanto a internet em cobrar responsabilidades, ou se veremos mais um desses casos em que o “foro privilegiado” da influência política tenta, mais uma vez, atropelar a verdade.
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