- 26/04/2026
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Trump classifica atirador de jantar da imprensa como “lobo solitário e doente mental”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “lobo solitário e doente mental” o homem detido após disparos durante o tradicional jantar de correspondentes da Casa Branca, realizado neste sábado (25). Em coletiva concedida logo após o incidente, Trump descreveu o episódio como um “momento traumático” e enalteceu a prontidão das forças de segurança para conter a ameaça.
De acordo com o mandatário, o suspeito — identificado como Cole Tomas Allen, 31 anos, residente na Califórnia — portava “diversos armamentos” e agiu de forma isolada. A polícia de Washington D.C. corroborou a versão, indicando que não há indícios de conexão com grupos ou conspirações. O autor dos disparos foi imobilizado pelo Serviço Secreto e encaminhado para avaliação médica em hospital da região.
“Eles agiram muito rapidamente”, afirmou Trump ao destacar o trabalho conjunto do FBI e do Serviço Secreto. “O suspeito foi contido ainda na primeira linha de defesa. Tínhamos agentes à paisana por todo o local; ele teria que atravessar diversas camadas de segurança para chegar até mim”, completou.
O ataque interrompeu bruscamente a cerimônia, que reunia jornalistas, autoridades e figuras públicas em um hotel da capital norte-americana. Testemunhas relataram ter ouvido múltiplos disparos e sons semelhantes a explosões. Apesar do susto, a organização do evento confirmou que não houve feridos graves — apenas um agente de segurança foi atingido, mas passa bem, segundo o presidente.
Entre os evacuados estavam o vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Todos foram retirados do local com segurança. O jantar, que segue como um dos principais encontros anuais entre imprensa e governo nos EUA, foi adiado por até 30 dias, contrariando a intenção inicial de Trump de retomá-lo brevemente.
Questionado sobre possíveis motivações políticas, Trump disse acreditar que era o alvo — ele já sobreviveu a duas tentativas de assassinato nos últimos dois anos. “Ser presidente é uma profissão perigosa”, refletiu. O republicano também afirmou não haver, até o momento, ligação entre o incidente e tensões internacionais, como o conflito envolvendo o Irã, mas ressaltou que “mais informações devem surgir nas próximas horas”.
Em declaração posterior à CBS News, Allen teria admitido aos agentes que sua intenção era atirar em membros do governo Trump. O FBI já realizou buscas na residência do suspeito e no quarto de hotel onde ele estava hospedado, conforme confirmado pelas autoridades.
Trump ainda comentou sua percepção imediata do ocorrido: “Ouvi um barulho forte e achei que era uma bandeja caindo. Só depois percebi a gravidade. A Melania foi a primeira a notar que algo estava errado”. O presidente aproveitou para criticar o nível de segurança do local do evento e reforçou que o novo salão de bailes da Casa Branca, em construção na ala leste, contará com protocolos reforçados de proteção.
Enquanto as investigações seguem em andamento, o episódio reacende o debate sobre a segurança de autoridades e a exposição de jornalistas em eventos de alto perfil — especialmente em um cenário político polarizado e marcado por episódios de violência.
