• 27/05/2026
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Flávio Bolsonaro pleiteia a Trump enquadramento do PCC e do CV como terroristas e ataca gestão Lula

Flávio Bolsonaro pleiteia a Trump enquadramento do PCC e do CV como terroristas e ataca gestão Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, informou nesta terça-feira (26) que solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a análise para classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O pedido foi formalizado durante encontro no Salão Oval, na Casa Branca, com duração de aproximadamente uma hora e quarenta minutos. Flávio esteve acompanhado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e pelo jornalista Paulo Figueiredo. A presença do grupo no Executivo norte-americano foi confirmada pela própria Casa Branca ao veículo Gazeta do Povo.

Segundo o parlamentar, Trump comprometeu-se a estudar a proposta de enquadramento das facções. A segurança pública figurou como um dos pilares do diálogo, ocasião em que Flávio anunciou que, em um eventual mandato a partir de 2027, o Brasil aderiria ao “Escudo das Américas”, iniciativa lançada pela administração Trump para fortalecer a cooperação regional em defesa e inteligência. O senador também relatou ter discutido com o presidente norte-americano investimentos no setor de terras raras e a viabilidade de novos pactos econômicos bilaterais.

Na coletiva concedida após o compromisso, Flávio enalteceu a “cordialidade” do anfitrião e interpretou a audiência como demonstração do “prestígio do Brasil” perante Washington, em um momento de tensão global envolvendo o conflito no Irã e o cenário cubano. O senador ressaltou que o convite partiu diretamente da Casa Branca, fazendo questão de frisar que a pauta “não foi intermediada por um empresário duvidoso”, em clara referência a reportagens que associam o empresário Joesley Batista a aproximações anteriores entre Lula e Trump. Flávio creditou a articulação do encontro a Eduardo Bolsonaro e a Paulo Figueiredo.

Ao abordar a política externa, o pré-candidato criticou o governo Lula por suposto alinhamento a regimes autoritários e afirmou ter levado a Trump questões sobre censura no território nacional. Sobre a possibilidade de tarifas impostas pelos EUA, Flávio declarou que um governo seu negociaria “de forma direta e transparente” a remoção de barreiras comerciais, argumentando que o alinhamento estratégico em segurança e relações internacionais já afastaria a necessidade de ameaças econômicas. Trump não endossou publicamente a pré-candidatura, mas indicou acompanhar de perto os desdobramentos políticos brasileiros. A primeira indagação do presidente norte-americano foi sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em regime de prisão domiciliar. Flávio assegurou que o pai “está bem” e detalhou como a família tem administrado a situação.

O senador também rebatido insinuações do Planalto de que a viagem teria o intuito de desviar o foco de apurações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Declarou não ter “nada a esconder” e desafiou o governo federal a apoiar a criação da CPI do Banco Master. Flávio questionou ainda as investigações da Polícia Federal ligadas ao escândalo do INSS e a situação do filho do presidente, conhecido como “Lulinha”. Rechaçou rumores de desgaste em sua campanha, autodeclarando-se a “única alternativa” à atual gestão, a qual responsabilizou pela insegurança e pela alta dos índices criminais. Sobre a China, defendeu uma diplomacia pragmática, voltada aos interesses nacionais e desprovida de viés ideológico que, em sua avaliação, gera insegurança para investidores estrangeiros.

Ao fim do compromisso, Flávio relatou ter recebido de Trump uma challenge coin das Forças Armadas dos EUA, objeto simbólico que classificou como gesto de respeito reservado a aliados estratégicos. O parlamentar ainda criticou o Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Washington por não cederem instalações diplomáticas para a realização de sua coletiva de imprensa.

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