- 12/10/2026
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Trump cobra reunião entre Zelensky e Putin para acabar com “guerra ridícula” e anuncia cessar-fogo energético
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua retórica para encerrar o conflito na Ucrânia. Nesta segunda-feira (12), ao deixar a Casa Branca rumo a um comício em Ohio, Trump afirmou que os presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia) precisam se reunir pessoalmente para resolver o impasse. “Zelensky e Putin precisam se reunir e acabar com essa guerra ridícula”, declarou o republicano, classificando o confronto iniciado em 2022 como um desperdício de vidas e recursos.
Trump também citou dados alarmantes sobre o custo humano do conflito, afirmando que apenas neste mês 32 mil pessoas teriam morrido no leste europeu devido aos combates. A declaração reforça a pressão do governo americano por uma solução diplomática rápida, alinhada à promessa de campanha do magnata de trazer a paz através de sua capacidade de negociação.
Anúncio surpreendente de “cessar-fogo energético”
No domingo (11), Trump havia surpreendido a comunidade internacional ao anunciar nas redes sociais um “cessar-fogo energético” imediato entre as duas nações. “Com efeito imediato, está em vigor um CESSAR-FOGO ENERGÉTICO na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. As duas partes concordaram. Não o violem!”, escreveu o presidente, sem fornecer detalhes técnicos ou fontes oficiais que comprovassem o acordo.
A revelação pegou de surpresa até mesmo os principais envolvidos. Em entrevista ao site Axios, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky admitiu que o anúncio foi uma “novidade” para seu governo. No entanto, ele demonstrou abertura para a proposta: “Se os russos concordarem com um cessar-fogo energético, a Ucrânia também concordará. Se o presidente Trump negociou isso com Putin, por favor, nos digam quando o cessar-fogo começa. Estamos prontos e vamos aceitá-lo”.
Fontes próximas a Zelensky disseram à CNN que Kiev aguarda confirmações oficiais de Moscou antes de celebrar qualquer avanço. Enquanto isso, a dúvida permanece sobre se Putin realmente endossou a iniciativa de Trump ou se o anúncio foi uma tentativa unilateral do presidente americano de forçar uma parada nas hostilidades, especialmente aquelas voltadas contra a infraestrutura energética de ambos os países.
