- 13/10/2026
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Paraíba pode ampliar número de mulheres na Câmara dos Deputados com possível “dança das cadeiras” entre titulares e suplentes
A bancada da Paraíba na Câmara dos Deputados voltou a ter presença feminina após um hiato de oito anos, graças à eleição de Pollyanna Dornelas (PP). No entanto, esse número pode aumentar significativamente durante a próxima legislatura. Uma possível “dança das cadeiras”, prática recorrente em que deputados titulares abrem mão de seus mandatos para convocar suplentes, pode levar mais quatro mulheres ao Congresso Nacional.
Levantamento do Conversa Política aponta que as deputadas Capitã Rebeca (Republicanos), Munique Marinho (PL), Eliza Virgínia (PP) e Gabi Benvenutty (Federação Brasil da Esperança) têm chances reais de assumir uma cadeira, dependendo da configuração final das bancadas e da ordem de suplência de seus partidos.
As possibilidades por partido
– Republicanos: A legenda elegeu três deputados: Murilo Galdino, Hugo Motta e Wilson Santiago. Capitã Rebeca foi a mulher mais votada do partido e ficou na terceira suplência. Para ela assumir, seria necessário que os três titulares deixassem suas vagas, convocando Tião Gomes e Raniery Paulino antes dela.
– Partido Liberal (PL): Com a eleição de Cabo Gilberto Silva e George Morais, a segunda suplente é Munique Marinho. Se os dois titulares abrirem espaço, o primeiro suplente André Cabral seria chamado, abrindo caminho para que Munique assuma o mandato posteriormente.
– Federação União Progressista (PP/PSD): Além de Pollyanna, a vereadora Eliza Virgínia (PP) garantiu a segunda suplência da federação. Ela está atrás apenas de Guga Pet. Caso haja abertura na bancada, Eliza pode retornar à Câmara para mais uma temporada.
– Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV): Gabi Benvenutty ficou na segunda suplência da coligação, atrás do deputado Luiz Couto. Se a dinâmica política levar à convocação de suplentes, Gabi também entra na lista de possíveis novas parlamentares.
Um cenário em transformação
A eventual chegada dessas suplentes à Brasília depende de negociações internas nos partidos e de estratégias políticas que visam equilibrar forças ou garantir espaços para lideranças específicas. Nos últimos anos, a renúncia de titulares em favor de suplentes tem sido uma ferramenta utilizada para ajustar a composição das bancadas estaduais.
Se o cenário se confirmar, a Paraíba não apenas quebrará o jejum de representação feminina, mas poderá estabelecer um recorde de participação de mulheres na sua delegação federal, refletindo uma mudança gradual, ainda que lenta, no perfil do poder legislativo no estado.
