• 12/05/2025
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Cuidados Intensos com Bebês Reborn: Quando o Hobbie Pode Sinalizar a Necessidade de Ajuda Profissional

Cuidados Intensos com Bebês Reborn: Quando o Hobbie Pode Sinalizar a Necessidade de Ajuda Profissional

Os bebês reborn são bonecos hiper-realistas que se assemelham a recém-nascidos humanos. O termo “reborn”, que significa “renascida” em inglês, reflete o processo artesanal envolvido na criação desses brinquedos, que muitas vezes são personalizados até os mínimos detalhes para parecerem ainda mais reais.

A psicóloga Leila Tardivo, da Universidade de São Paulo (USP), chama a atenção para o fato de que, embora o cuidado com esses bonecos seja um hobbie inofensivo para muitas pessoas, o excesso de dedicação pode ser um sinal de que algo não vai bem emocionalmente. “Se a pessoa está cuidando intensamente do bebê reborn, dando mamadeira, trocando fraldas e realizando outras tarefas como se fosse um bebê real, talvez seja o caso de a própria pessoa ou sua família pensar se ela não está precisando de ajuda profissional”, explica. “Às vezes, procurar um psicólogo e conversar pode fazer toda a diferença.”

Entretanto, a especialista ressalta que o apego às bonecas não é necessariamente patológico. “São gostos individuais. Por que julgamos uma mulher que brinca ou coleciona bonecas reborn, mas não questionamos um homem que coleciona action figures ou super-heróis?”, questiona. Para ela, o importante é avaliar o impacto dessas práticas na vida cotidiana e nas relações pessoais.

Um exemplo de entusiasta dos bebês reborn é a bióloga Carla Alves, casada e mãe de dois filhos adultos. Ela conta que sempre teve vontade de ter uma boneca reborn e, ao encontrá-las na internet, decidiu realizar esse desejo. “Quando vi na internet, pensei: agora é a hora de ter a minha bebê”, lembra. A primeira foi Julia Sofhia, adquirida por R$ 1.300. Depois vieram outras, como Maria Helena.

Carla enfatiza que seu interesse não está relacionado a brincadeiras, mas sim à estética e ao realismo das peças. “O pessoal fala: ‘ah, mas nessa idade, brincar de boneca…’. Eu respondo: ‘gente, eu não brinco de boneca. Eu só gosto de colecionar porque me encanta o realismo das bonecas’”, explica. Atualmente, ela divide suas finanças para manter o hobby. “Eu parcelei em 10 vezes. Estou pagando a parcela das duas primeiras e já vou começar a pagar a terceira”, diz, rindo.

Embora o universo dos bebês reborn continue dividindo opiniões, ele também evidencia a diversidade de interesses humanos e a importância de compreender cada indivíduo em sua singularidade.

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