• 05/06/2025
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Operação Firenze: Polícia Federal Combate Esquema de Fraudes e Lavagem de Dinheiro em Pernambuco

Operação Firenze: Polícia Federal Combate Esquema de Fraudes e Lavagem de Dinheiro em Pernambuco

A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira (05/06/2025) a denominada Operação Firenze, destinada a desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes em licitações públicas e lavagem de dinheiro. As investigações tiveram início em 2023 e identificaram um esquema sofisticado que operava em diversos municípios pernambucanos, incluindo contratos com o governo estadual.

As apurações revelaram que o grupo criminoso atuava na frustração do caráter competitivo das licitações, favorecendo empresas ligadas ao esquema. O caso ganhou notoriedade após a celebração de um contrato público com um município da Zona da Mata Norte do estado. Entre os anos de 2021 e 2024, as empresas investigadas movimentaram impressionantes R$ 881 milhões em contratos de terceirização de mão de obra com prefeituras e órgãos públicos do estado.

Além das fraudes licitatórias, há indícios robustos de lavagem de dinheiro. Os investigados utilizavam métodos como a compra de bens de luxo com dinheiro vivo, movimentações financeiras por meio de “laranjas” e depósitos fracionados para ocultar a origem ilícita dos recursos. No total, 95 policiais federais e seis auditores da CGU cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Jaboatão dos Guararapes/PE, Timbaúba/PE e São Paulo/SP. Também foram impostas medidas judiciais cautelares, como a proibição de contato entre os investigados e a vedação à participação simultânea das empresas investigadas em processos licitatórios.

Os crimes investigados incluem organização criminosa (Art. 1º, §1º da Lei nº 12.850/13), lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98) e fraude à licitação (Art. 337-F e 337-L do Código Penal). As penas máximas somadas podem ultrapassar 30 anos de reclusão. O nome da operação faz referência à cidade italiana de Firenze (Florença), onde foi fundada a marca de itens de luxo preferida de um dos principais alvos da investigação. Este indivíduo costumava adquirir produtos da grife com pagamentos em espécie, levantando suspeitas sobre a origem dos recursos.

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