• 22/07/2026
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PF desarticula rede nacional de falsificação de moeda com ‘Operação No Fake’

PF desarticula rede nacional de falsificação de moeda com ‘Operação No Fake’

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (22) a Operação No Fake, uma ofensiva estratégica contra uma organização criminosa especializada na fabricação, distribuição e comercialização de notas falsas em território nacional. A ação, autorizada pela Justiça Federal, resultou no cumprimento de 24 medidas judiciais, sendo 10 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão.

As diligências foram concentradas em municípios de três estados: João Pessoa e Mogeiro, na Paraíba; Paulista, Abreu e Lima, Caruaru e Igarassu, em Pernambuco; e Lages, em Santa Catarina. Segundo as investigações, o grupo operava um laboratório clandestino sofisticado, onde controlava toda a cadeia produtiva do crime, desde a aquisição de insumos específicos até a impressão e acabamento das cédulas adulteradas.

Digitalização do Crime

Um dos pontos centrais da investigação foi o uso intensivo de tecnologia para facilitar o escoamento do produto ilegal. Os suspeitos utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens criptografadas para anunciar as notas falsas e negociar com compradores em diversas regiões do país. Após o fechamento dos acordos, o dinheiro falso era enviado aos destinatários por meio de serviços postais tradicionais, dificultando o rastreamento imediato pelas autoridades.

Conexões com Outros Crimes Graves

Além da falsidade ideológica e material relacionada à moeda, a PF apura que a organização atuava como uma central de crimes diversos. As evidências coletadas apontam para vínculos com receptação, adulteração de chassis de veículos, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

Há indícios fortes de que a estrutura logística montada para a distribuição das notas falsas também era aproveitada para o escoamento de entorpecentes e para a venda de veículos roubados ou clonados. A operação visa não apenas interromper a circulação do dinheiro falso, mas desmantelar completamente a infraestrutura logística e financeira do grupo, identificando todos os integrantes da rede criminosa.

As investigações continuam em sigilo para garantir a eficácia das próximas fases da operação.

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