- 08/09/2026
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Raquel Lyra abre vantagem de seis pontos sobre João Campos em pesquisa Quaest para o governo de PE
A corrida eleitoral para o governo de Pernambuco ganhou novos contornos nesta terça-feira (8) com a divulgação da mais recente pesquisa Quaest, encomendada pela TV Globo. O levantamento aponta que Raquel Lyra lidera as intenções de voto no primeiro turno com 43%, enquanto João Campos aparece em segundo lugar com 37%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, a diferença entre os dois principais candidatos se mantém estatisticamente relevante.
O estudo ouviu 1.302 eleitores de 16 anos ou mais em todo o estado, entre os dias 4 e 7 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00285/2026. Um dado que chama a atenção é o alto índice de convencimento do eleitorado: 76% dos entrevistados afirmaram que sua escolha já está definitiva, enquanto apenas 23% disseram que ainda podem mudar de opinião até o dia da votação.
Simulação de segundo turno
Caso a eleição seja decidida no segundo turno, a vantagem de Raquel Lyra tende a se ampliar, segundo a simulação apresentada pela Quaest. Nesse cenário hipotético, a candidata alcançaria 45% das intenções de voto, contra 39% de João Campos. Os indecisos somam 10%, e aqueles que votariam em branco, nulo ou nenhum dos dois representam 6% do total.
É interessante notar a movimentação em relação às medições anteriores: no segundo turno simulado, Lyra apresentou uma leve queda de dois pontos (era 47%), enquanto Campos cresceu dois pontos (era 37%). Isso indica que, embora Lyra mantenha a liderança, há um campo de disputa acirrado que pode ser influenciado pelas campanhas de rua e debates nos próximos dias.
Rejeição e conhecimento
A pesquisa também avaliou o nível de rejeição dos candidatos, medindo o percentual de eleitores que “conhecem e não votariam” em cada nome. Segundo o levantamento, João Campos e Raquel Lyra são, respectivamente, os candidatos com os maiores índices de rejeição entre os disputantes. Esse fator pode ser determinante na estratégia de campanha de ambos, que precisarão trabalhar não apenas para conquistar novos votos, mas também para reduzir a antipatia de parte do eleitorado que já os conhece.
Com o calendário eleitoral avançando, esses números servem como termômetro para as equipes de marketing político ajustarem suas mensagens. Enquanto Lyra busca consolidar sua liderança e evitar o desgaste da rejeição, João Campos precisa encontrar caminhos para reverter a desvantagem numérica e convencer os 23% de eleitores que ainda estão em dúvida.
