- 01/05/2026
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Zema compara ministros do STF a “árvore podre” e acusa Corte de ser “incendiária”
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, renovou suas críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Durante participação em um evento na capital paulista, o político atacou ministros da Corte alvo de suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção, classificando-os como “intocáveis” e prevendo sua queda inevitável.
Zema utilizou uma metáfora agressiva para ilustrar a situação atual de parte do colegiado. Segundo ele, os magistrados comprometidos assemelham-se a uma “árvore podre”, cheia de cupins e sem folhas, cuja derrubada seria apenas uma questão de tempo e das condições climáticas adequadas. “Eu falo que sou muito confiante. Pode ser que demore, mas o processo está amadurecendo. Esses ministros que estão lá hoje, que se envolveram de forma que nunca poderia ter ocorrido, eu encaro eles como aquela árvore ali que tá na rua, podre, cheia de cupim, sem folha. É só ter o vento certo. Vai cair uma hora, é insustentável”, declarou.
Além das acusações de conduta irregular, o ex-governador criticou o papel institucional assumido pelo STF nos últimos anos. Para Zema, a Corte abandonou sua função histórica de estabilizador político e social, transformando-se em um órgão que exacerbava conflitos em vez de resolvê-los. Ele destacou que o tribunal, que antes era visto como um “porto seguro” e um verdadeiro “Corpo de Bombeiros” nas crises nacionais, hoje atua de maneira oposta.
“Nós sabemos que o STF sempre foi um porto seguro no passado, era uma instituição que amenizava as crises. Era um ‘Corpo de Bombeiros’. Agora, nós temos um Supremo incendiário, um bombeiro que joga gasolina no incêndio e que não pode continuar”, finalizou, defendendo implicitamente a necessidade de novos modelos de indicação e composição para a mais alta corte do país.
