• 09/06/2025
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Encontro entre Cid e Bolsonaro marca início de interrogatórios no STF

Encontro entre Cid e Bolsonaro marca início de interrogatórios no STF

No início dos interrogatórios da ação penal que apura uma suposta trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (9/6), um encontro chamou a atenção: o tenente-coronel Mauro Cid, delator e réu no caso, cumprimentou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com um aperto de mão no plenário da Primeira Turma. O gesto ocorreu antes de os réus começarem a prestar depoimentos ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.

Bolsonaro foi um dos primeiros a chegar à sala da Primeira Turma. Ele passou cerca de dez minutos no banheiro adjacente ao plenário e, ao retornar, encontrou Cid sentado ao lado de seu advogado, Cézar Bittencourt, na área reservada aos réus. Ao se aproximar, o ex-presidente cumprimentou o ex-ajudante de ordens com um tapinha nas costas. Nervoso, Cid permaneceu sentado por aproximadamente 30 minutos antes de ser chamado para o interrogatório.

Durante o tempo de espera, o tenente-coronel prestou continência aos generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, também réus no processo e ex-ministros do governo Bolsonaro. Quando finalmente foi questionado pelo ministro Alexandre de Moraes, Cid demonstrou sinais visíveis de nervosismo: gaguejou, teve as mãos trêmulas e evitou olhar diretamente para Bolsonaro, que estava posicionado logo atrás da cadeira destinada aos réus em depoimento. Mesmo assim, confirmou integralmente os termos de sua delação premiada.

Embora houvesse preocupação entre os advogados de defesa sobre uma possível prisão dos réus caso interagissem entre si — já que há proibição expressa de comunicação entre eles —, Moraes tranquilizou a todos no início da sessão, afirmando que simples cumprimentos não configurariam infração.

O STF iniciou nesta segunda-feira (9/6) o interrogatório dos acusados na ação penal que investiga uma suposta tentativa de golpe para manter Jair Bolsonaro no poder após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. Além do ex-presidente, outros sete réus apontados como membros do núcleo “crucial” do suposto plano estão sendo ouvidos na Primeira Turma. Entre eles estão nomes de destaque do governo Bolsonaro, como os generais Heleno e Nogueira.

A condução das oitivas está a cargo do ministro Alexandre de Moraes, responsável por analisar as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A sessão marca mais um capítulo decisivo no desenrolar do caso, que tem gerado ampla repercussão política e jurídica no Brasil.

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