• 27/08/2026
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General americano desembarca na Colômbia para intensificar ofensiva contra cartéis de drogas

General americano desembarca na Colômbia para intensificar ofensiva contra cartéis de drogas

O general Francis L. Donovan, comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, pisou em solo colombiano nesta quarta-feira (26) com uma missão clara: fortalecer a cooperação militar bilateral no combate ao crime organizado transnacional. O oficial de alta patente se reuniu com os novos líderes das Forças Armadas da Colômbia para traçar planos conjuntos de enfrentamento aos narcotraficantes e redes criminosas que atuam na região.

A visita ocorre em um momento estratégico de reaproximação entre Washington e Bogotá, marcando uma guinada significativa na política de segurança pública colombiana sob o comando do presidente Abelardo de la Espriella. Diferentemente da abordagem conciliadora adotada pelo governo anterior, liderado por Gustavo Petro, a nova administração optou pelo endurecimento das ações contra grupos armados ilegais.

Como parte dessa nova fase, a Colômbia integrou recentemente a Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C), iniciativa encabeçada pelos Estados Unidos para ampliar a colaboração continental no combate ao narcotráfico, terrorismo e organizações criminosas internacionais . O Comando Sul destacou nas redes sociais que a Colômbia permanece como “parceiro histórico” e “ator importante da segurança regional”, reforçando o compromisso conjunto contra os chamados “narcoterroristas”.

Na prática, a parceria já rende frutos concretos: os Estados Unidos acertaram o empréstimo de três drones MQ-9A Reaper para apoiar operações militares contra facções criminosas em território colombiano. Esses equipamentos de vigilância aérea avançada devem ampliar significativamente a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança locais.

Mudança radical na estratégia colombiana

O governo De la Espriella prepara uma reforma legislativa que deve reclassificar guerrilheiros, narcotraficantes e outras organizações criminosas como terroristas. A proposta, que será encaminhada ao Congresso Nacional, prevê a criação de um marco jurídico específico para definir o terrorismo e estabelecer instrumentos mais rigorosos de combate aos grupos enquadrados nessa categoria.

Rodrigo Lara, ministro do Interior da Colômbia, confirmou que trabalha na elaboração de um “estatuto antiterrorista” que deverá servir de base legal para as novas operações. A medida surge em meio ao que autoridades colombianas consideram o pior surto de violência registrado no país na última década, com escalada de confrontos e aumento da presença de grupos armados em diversas regiões.

Declarações contundentes de Washington

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, deixou claro que organizações classificadas por Washington como terroristas podem ser consideradas “alvos legítimos” em operações conduzidas em parceria com governos da região. Ao ser questionado sobre possíveis ações militares contra grupos armados na Colômbia, Hegseth citou especificamente dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN).

“Organizações terroristas designadas com governos parceiros serão alvo legítimo do governo dos Estados Unidos, com governos parceiros, incluindo a Colômbia”, afirmou Hegseth, sinalizando que a cooperação militar pode incluir intervenções mais diretas contra facções criminosas.

A aproximação entre Trump e De la Espriella representa uma mudança de paradigma nas relações bilaterais, substituindo a política de negociações de paz pela estratégia de confronto direto às organizações criminosas. Especialistas avaliam que essa postura pode influenciar outros países da América Latina a adotarem medidas similares no combate ao narcotráfico e à violência urbana.

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