• 26/08/2026
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Estudantes de PE usam tecnologia para combater fake news sobre vacinas e facilitar agendamentos na saúde pública

Estudantes de PE usam tecnologia para combater fake news sobre vacinas e facilitar agendamentos na saúde pública

A inovação tecnológica no setor público ganha força com projetos desenvolvidos por estudantes da educação básica em Pernambuco. Duas iniciativas destacam-se pelo impacto social: o aplicativo ViraDose, criado por alunos do 1º ano da EREM Frei Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes, e a plataforma Agenda Saúde, desenvolvida por alunas do 9º ano da Escola Municipal Irmã Marie Armelle Falguiéres, em Goiana. Ambos os projetos utilizam ferramentas digitais para resolver problemas reais da população, como a desinformação sobre vacinação e as dificuldades de acesso aos serviços de saúde.

O ViraDose nasceu da observação de que muitos jovens recusavam a imunização devido a notícias falsas. Orientados pelo professor Luiz Henrique, os estudantes Arlison Arthur, Stanley Jordan, Daniel Batista e Erison Jonata criaram uma plataforma que utiliza inteligência artificial para oferecer jogos educativos de checagem de fatos, informações oficiais de campanhas e um mapa interativo com a localização e horários dos postos de saúde. O projeto responde a um cenário preocupante: segundo pesquisa do DesinfoPop/FGV (2025), o Brasil concentra 40% do conteúdo antivacina da América Latina e Caribe. A ferramenta pode ser acessada gratuitamente pelo link https://viradose-pe-protege.base44.app/.

Em Goiana, as estudantes Heloise Milena e Lara Sophia, ambas com 15 anos, identificaram outro gargalo: as filas e a dificuldade de marcar consultas na rede pública. Elas desenvolveram o Agenda Saúde, uma aplicação web construída com HTML, CSS, JavaScript e PHP, que permite agendar atendimentos e exames online, além de divulgar comunicados das unidades. O projeto está em fase piloto no Posto de Saúde do Barro Vermelho. As alunas contaram com apoio de monitores educacionais e usaram engenharia de prompt para aperfeiçoar o código, demonstrando autonomia técnica e sensibilidade social ao transformar uma dor da comunidade em solução digital funcional.

Os dois casos ilustram como a educação tecnológica, quando aliada à realidade local, forma cidadãos capazes de inovar. Mais do que aprender programação ou inteligência artificial, os estudantes exercitam o pensamento crítico e a empatia, percebendo que a tecnologia é uma ferramenta de transformação social. Projetos como ViraDose e Agenda Saúde não apenas resolvem problemas imediatos, mas também inspiram outros jovens a ocuparem espaços de criação e desenvolvimento dentro do próprio território pernambucano.

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