- 26/08/2026
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Operação Sangria apura desvios de R$ 5,2 milhões em contrato de saúde da Prefeitura de Condado
A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Sangria para investigar um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Prefeitura de Condado, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A ação, baseada em auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), cumpriu oito mandados de busca e apreensão e bloqueio de ativos financeiros expedidos pela Vara Única da Comarca de Condado. As investigações apuram crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados a repasses feitos ao Instituto Reviver Brasil (IRB) entre 2022 e 2024.
O levantamento do TCE identificou indícios de prejuízo aos cofres públicos da ordem de R$ 5,2 milhões. Desse total, R$ 875 mil referem-se a pagamentos a empresas terceirizadas sem comprovação de execução dos serviços, enquanto R$ 4,3 milhões foram destinados a profissionais de saúde cujos nomes não constavam nos Boletins Diários de Produção Ambulatorial. O relatório também aponta que o IRB teria utilizado a Lei das Organizações da Sociedade Civil para terceirizar a administração do SUS sem respaldo legal, além de ter se recusado reiteradamente a fornecer extratos bancários e relação de pacientes atendidos à equipe de auditoria.
Além das irregularidades financeiras, a investigação levanta suspeitas sobre o uso da estrutura do instituto para promoção pessoal e política. O atual vice-prefeito de Catende, Rinaldo Barros (PV), ex-dirigente da entidade, é alvo de apuração por indícios de que teria usado ações sociais e distribuições de doações como plataforma eleitoral. A omissão das gestoras municipais na fiscalização da parceria também é citada no documento, que recomenda a devolução integral dos valores irregulares e a adoção de medidas administrativas cabíveis. Até o fechamento desta matéria, o IRB e as prefeituras de Condado e Catende não haviam se manifestado sobre as acusações.







