• 14/03/2026
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Gasolina nas alturas: no Paraná, litro já custa quase R$ 9 em meio à turbulência global

Gasolina nas alturas: no Paraná, litro já custa quase R$ 9 em meio à turbulência global

Os motoristas do Paraná estão sentindo no bolso o reflexo direto da instabilidade que toma conta do mercado internacional de petróleo. Com a escalada do conflito no Oriente Médio, o preço da gasolina comum nos postos do estado apresentou uma variação brutal, chegando a valores que beiram os R$ 9,00 por litro, mesmo sem um anúncio oficial de aumento por parte da Petrobras nas refinarias. A situação gera revolta e questionamentos nas bombas, já que a estatal não comunicou qualquer alteração recente nos preços da gasolina, diferentemente do que ocorreu com o diesel, que teve reajuste de 11,6% anunciado na última sexta-feira (13).

Um levantamento realizado na manhã deste sábado (14), por meio do aplicativo “Menor Preço”, ferramenta do Governo do Paraná, escancarou a discrepância absurda praticada no varejo. Enquanto alguns estabelecimentos ainda mantinham o combustível na faixa de R$ 5,16, outros, aproveitando-se do clima de tensão e da especulação, cobravam até R$ 8,99 pelo mesmo litro da gasolina comum. Essa diferença de quase R$ 4,00 entre postos vizinhos ou de cidades diferentes evidencia a falta de padronização e a oportunidade que alguns revendedores estão tomando para maximizar lucros em um momento de incerteza.

O mapeamento considerou nove grandes centros urbanos do estado: Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Maringá, Paranavaí, Cascavel, Foz do Iguaçu e Paranaguá. O cenário é desolador: em oito dessas nove cidades, já era possível encontrar gasolina sendo vendida acima de R$ 8,00. O valor mais salgado foi registrado em Foz do Iguaçu, no oeste do estado, que lidera o ranking dos preços proibitivos. É importante destacar que os dados do aplicativo são atualizados em tempo real, baseando-se na emissão de notas fiscais a cada venda, o que confere alta confiabilidade às informações apresentadas ao consumidor.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados na tarde de sexta-feira (13), já sinalizavam essa tendência de alta, com o preço médio de revenda no Paraná superando a marca de R$ 6,00. Nas últimas duas semanas, cinco das nove cidades analisadas registraram aumento no preço médio: Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Maringá e Paranaguá. Guarapuava destacou-se negativamente com a maior alta, de R$ 0,31. Em contrapartida, Londrina e Ponta Grossa viram uma pequena queda nos preços, enquanto Curitiba manteve a estabilidade, pelo menos até o momento da apuração.

A raiz do problema está no exterior. O conflito no Oriente Médio fez o barril do petróleo disparar no mercado internacional e, consequentemente, pressionou a cotação do dólar para cima. Como a gasolina e o diesel são derivados do petróleo e seus preços no Brasil acompanham as oscilações globais, o impacto na bomba era esperado, ainda que a velocidade da repassagem aos consumidores tenha surpreendido. Analistas apontam que, embora a Petrobras não tenha alterado o preço da gasolina nas refinarias, a dinâmica de mercado e a expectativa de desabastecimento ou novos reajustes futuros empurram os preços para cima imediatamente.

Para o consumidor, resta a dica de ouro: pesquisar antes de abastecer. A diferença de preço pode representar uma economia significativa no final do mês ou um prejuízo desnecessário se a escolha for feita no primeiro posto que aparecer pela frente. Enquanto a situação geopolítica não se resolver, a tendência é de que a volatilidade continue, exigindo atenção redobrada dos motoristas paranaenses.

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