- 15/03/2026
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Vigilante é executado a tiros em Gramame por bando que cobiçava sua arma de serviço
A madrugada deste domingo (15) foi marcada por mais um episódio de violência extrema em João Pessoa. No bairro de Gramame, na Zona Sul da capital paraibana, o vigilante Antônio Manoel da Silva Filho, de 60 anos, teve sua vida ceifada de forma brutal durante uma tentativa de assalto em um canteiro de obras. O motivo da investida criminosa? A cobiça pela arma de fogo que o profissional portava em seu uniforme.
Segundo apurou a Polícia Civil, a ação foi planejada e executada por um grupo numeroso: sete indivíduos invadiram as dependências da construção localizada na Rua Poeta Antônio Pereira Sobrinho. A dinâmica do crime revela a frieza dos bandidos. Ao serem surpreendidos, não hesitaram em usar a força letal. Antônio foi atingido por dois disparos na região abdominal e, infelizmente, não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local, sem chance de socorro.
O desfecho poderia ter sido ainda mais trágico não fosse a rapidez de reflexo de um segundo vigilante. O colega, que chegava ao local exatamente naquele instante para assumir o posto de trabalho, percebeu a gravidade da situação ao deparar-se com o bando armado. Em vez de confrontar os criminosos — o que seria suicídio dada a superioridade numérica e o poder de fogo dos assaltantes —, ele conseguiu se ocultar nas sombras da obra. De lá, manteve-se escondido até que os meliantes deixassem o local, momento em que saiu para pedir ajuda e acionar as autoridades.
Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil já havia isolado a área para os procedimentos periciais de praxe e iniciado as investigações para identificar e capturar os sete suspeitos. O caso deixa a família de Antônio em luto e reacende o debate sobre a segurança dos profissionais de vigilância, que muitas vezes se tornam alvos prioritários justamente por portarem armas institucionais, transformando o instrumento de trabalho em um imã para a criminalidade violenta.
